Demover grevistas da fome com churrascos
A greve de fome encetada por presos palestinianos está a incomodar o Estado israelita, que declarou guerra psicológica aos grevistas. A táctica será simples - churrascos à porta das celas para tentar quebrar o ânimo dos detidos.
Os 1700 grevistas - que são vistos na Palestina como símbolos contra a ocupação israelita - exigem que os guardas israelitas acabem com as rusgas que os obrigam a despir-se, pretendem visitas mais frequentes dos familiares, melhores condições sanitárias e cabines telefónicas.
Israel já fez saber que não está disposto a ceder à greve, que começou anteontem, e afirma que as exigências dos presos visam apenas abrandar a segurança, de forma a que possam contactar com mais facilidade com os grupos islamitas empenhados numa luta de morte contra o Estado judaico.
Os serviços prisionais israelitas afirmam que a táctica que agora vão pôr em prática foi decalcada das autoridades britânicas, que usaram a mesma técnica na Irlanda do Norte nos anos oitenta contra grevistas do Sinn Fein ou militantes republicanos do IRA. Dos cerca de sete mil militantes palestinianos que se encontram nas cadeias israelitas, pelo menos metade ainda não sabe qual a acusação que pesa sobre si, motivo por que não foram presentes a qualquer tribunal.
Numa manifestação de apoio à luta encetada pelos presos políticos, cerca de três mil palestinianos desfilaram em Gaza, onde um dos líderes da Jihad Islâmica, Khaled al-Batsh, sugeriu o rapto de soldados israelitas, de forma a que possam servir de moeda de troca.
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