CDS-PP quer mais força e autonomia
António Pires de Lima foi eleito, ontem, vice-presidente do CDS-PP com a missão de ser a voz da "autonomia e força" do partido em relação ao parceiro de coligação, o PSD.
A nova função cai como uma luva àquele que foi até agora o porta-voz dos democratas-cristãos. É que tem sido Pires de Lima o rosto da defesa da afirmação do CDS face ao PSD e foi também ele quem veio a terreiro pedir aos sociais-democratas que definam depressa a sua posição quanto a uma coligação em 2006. O agora número dois do partido foi eleito com 41 votos a favor e 3 brancos.
No intervalo da reunião da Comissão Política, Paulo Portas, Pires de Lima e os dois porta-vozes nomeados - Teresa Caeiro e Guilherme Magalhães - falaram à Imprensa. Portas desvalorizou a ascensão de Pires de Lima afastando qualquer veleidade acerca da sua sucessão na liderança. "Não tenho nenhuma intenção de ser sucedido e suponho que o Pires de Lima não tem intenção de deixar de ser presidido", afirmou o líder.
Por sua vez, Pires de Lima anunciou querer dar "mais voz, autonomia e força ao partido" e elegeu como prioridades a "revitalização do conselho económico e social e a mobilização de quadros dirigentes". Os porta-vozes terão o papel de " trabalhar para melhorar a imagem e a comunicação do CDS".
Quanto à relação, algo atribulada com o PSD, Pires de Lima defendeu que deseja que "seja por muitos e bons anos", mas que seja reafirmada, com "clareza", a "força e independência" do CDS. Pareceu assim afastar a ideia, defendida entre outros por Lobo Xavier, da fusão dos dois partidos que representam a Direita portuguesa. Isabel Teixeira da Mota
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