Incógnita em Vilar de Mouros
Luís Almeida
Ofuturo imediato do festival de Vilar de Mouros está imerso em dúvidas. O protocolo entre as duas empresas - Música no Coração e Porto Eventos - que, desde 1999, têm organizado o mais antigo festival português terminou este ano e a respectiva renovação afigura-se difícil.
Contactado pelo JN, Jorge Silva, da Porto Eventos, revelou que espera uma definição do caso nos próximos dias, embora adiante que "todos os cenários são possíveis".
A separar as duas empresas encontram-se, segundo o responsável, visões diferentes sobre o futuro do evento. "Para nós, Vilar de Mouros deve ter um papel central no calendário dos festivais de Verão, o que não tem acontecido até aqui", adianta Jorge Silva, que lamenta ainda o facto de o mesmo "estar entalado" entre as principais propostas festivaleiras da época.
Menos taxativa é a posição da Música no Coração. Sem esconder o mal-estar, Álvaro Covões, sócio-gerente da empresa, escusou-se a alongar-se sobre a questão, limitando-se a dizer que "o assunto será resolvido a seu tempo, longe do domínio da esfera pública".
A confirmar-se a ruptura, as duas empresas irão apresentar propostas individuais para os próximos anos.
Atenta ao desenrolar de todo o processo encontra-se a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, que, pela voz do seu presidente, Carlos Alves, dá como "definitiva" a ruptura da colaboração mantida até agora entre a Música no Coração e a Porto Eventos.
Qualquer que seja o resultado nas negociações em curso, a autarquia minhota deseja introduzir algumas alterações no protocolo a celebrar com a empresa que for escolhida. Por isso, Carlos Alves entende que terá de haver um "maior envolvimento" na "valorização do espaço do recinto dos festivais e parques de campismo", de forma a que as infra-estruturas a criar - como sanitários, arborização, arrelvamento e melhorias nos arruamentos - adoptem uma carácter mais definitivo" e possam ser aproveitadas ao longo de todo o ano.
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