Oambiente no Porto continua a ser uma dor de cabeça para os cidadãos. Queixam-se sobretudo do desordenamento, dos transportes, dos problemas com o rio Douro, da poluição. E gostariam que as autoridades deitassem um olho à mobilidade e implementassem a educação cívica. Só assim se conseguiria, lá para 2010, um concelho com mais espaços verdes, harmónico, solidário, pleno para respirar a plenos pulmões.
Ontem à noite, na Biblioteca Almeida Garret, a população juntou-se em torno da sétima reunião de discussão sobre o "Futuro Sustentável", que visa traçar um plano estratégico de Ambiente para todo o Grande Porto.
Nesse sentido, as autoridades envolvidas, câmaras, LIPOR e Universidade Católica Portuguesa, pretendem, em parceria com a comunidade, "elaborar um plano de acção de modo a proteger o Ambiente, promover a sustentabilidade ao nível local e intermunicipal e melhorar a qualidade de vida das pessoas".
Até agora foram realizadas sete reuniões em sete concelhos: Espinho, Gondomar, Valongo, Maia, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Porto. Falta apenas um encontro em Matosinhos, ainda por agendar, para a equipa de trabalho começar a compilar todos os dados recolhidos, desde que se iniciou este "Futuro Sustentável".
Na reunião de ontem muito se debateu e discutiu sobre os problemas e as prioridades do concelho. Os cidadãos que participaram apontaram como problemas a resolver de imediato o ordenamento do território, os transportes, o rio Douro, a poluição atmosférica, os espaços verdes, a habitação, a mobilidade e água.
De qualquer forma, as medidas a tomar, disseram, deverão passar pela educação cívica, mobilidade, ordenamento, responsabilização política, espaços verdes, monitorização independente, integração do Ambiente em todos os domínios e coesão social.
Só resolvendo estas questões, pensou-se em conjunto, será possível, em 2010, ter uma cidade e uma região mais saudável. Aliás, a visão do Grande Porto que passou na reunião foi unânime. Dentro de seis anos os portuenses querem um Grande Porto que se orgulhe dos seus inúmeros espaços verdes, cruzados por águas cristalinas. Onde se tenha entretanto desenvolvido a harmonia, a beleza, a solidariedade e a sustentabilidade. Uma região restituída aos cidadãos, que possam respirar fundo, contemplar, nadar, circular, ouvir participar e viver com vontade.