Doentes sem apoios para tratamentos
Os doentes que sofrem de espondelite anquilosante, uma doença reumática crónica e de evolução progressiva, já podem ter aulas de hidroginástica específica, na piscina municipal de Esposende. O tratamento é vital e complementa a acção dos medicamentos na luta contra uma doença que afecta 0,2 % por cento da população portuguesa.
"Em Braga, há cerca de 100 pessoas que estão inscritas na nossa Associação, sendo que de Barcelos há cerca de 20 a 30 pessoas", revelou Jorge Matos, presidente da Assembleia Geral do Núcleo de Braga da Associação Nacional de espondilite anquilosante.
A doença, ainda pouco conhecida pela população, pode causar graves lesões ao nível da coluna vertebral: "se deixarmos a doença evoluir pode dar lugar a uma coluna vertebral rígida, sem lugar a movimentos porque passar a ser um osso único".
"Há, com certeza, muitas pessoas que não sabem que sofrem desta doença até porque ela se manifesta nos jovens, a partir dos 15 anos e até aos 30, e os principais sintomas são dores na zona de junção entre a coluna vertebral e o sacro para além de dores lombares e muita fadiga".
O exercício físico é, por isso, indispensável, pelo que o núcleo conseguiu organizar aulas de hidroginástica em Braga e Esposende, apesar de ter deixado de receber verbas do ministério da Saúde: "Injustamente deixamos de ter o fundo do Ministério, pelo que as aulas têm que ser pagas pelos próprios doentes".
"Em Braga, as aulas das duas classes decorrem na piscina cedida pelo Hospital S. Marcos, e os doentes só pagam o fisioterapeuta. Mas em Esposende pagamos para além do técnico de saúde 2,5 euros pela entrada na piscina", lamenta Jorge Matos.
Liliana Rodrigues
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