Escola da Ponte é exemplo no Brasil
Oprojecto-piloto da Escola da Ponte, Vila das Aves, está a servir de modelo para novas experiências educativas em algumas favelas brasileiras, disse ontem o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida.
"Não havendo experiências educativas que se podem repetir tout-court, este projecto da Escola da Ponte servirá como estratégia possível para alcançar o sucesso educativo nas zonas favelizadas do Brasil", comentou o dirigente associativo.
Falando precisamente na Escola da Ponte, onde participou num colóquio sobre envolvimento dos pais na definição de práticas educativas, Albino Almeida esclareceu que a "exportação" do modelo foi feita com o apoio do Banco Mundial e da Unesco.
As metas a alcançar na Escola da Ponte são definidas periodicamente e os alunos podem seguir as vias que entenderem para as atingirem, tendo até liberdade para "requisitar" qualquer professor com quem se cruzam para tirar dúvidas que o colega docente não soube desfazer.
Os alunos são ainda incentivados a recorrer à pesquisa e a participar em jogos que versam as matérias lecionadas.
Nos horários dos alunos, há tempo para uma assembleia geral, com ordem de trabalhos e elaboração da respectiva acta, para decidir rumos a tomar no futuro imediato.
A mesa da Assembleia é eleita pelos próprios alunos e nela se decide tudo o que é importante para a escola, como corrigir erros de percurso entretanto detectados.
Casos mais complicados são remetidos para grupos de trabalho, que posteriormente apresentam os seus relatórios a plenário, ou para uma comissão de ajuda. Aos mal comportados, os colegas mandam-nos passar o tempo de recreio a pensar no que fizeram.
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