Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
 

Reformas portuguesas são das mais curtas

Os portugueses gozam menos anos de reforma do que a grande maioria dos restantes países europeus, mais devido à idade em que se deixa a vida activa do que à esperança de vida. Os portugueses apenas são ultrapassados nas reformas mais curtas pelos polacos, letões, estónios e irlandeses, enquanto as portuguesas só encontram pior comparação com as irlandesas.

Segundo um estudo da Aon consulting (a terceira maior consultora na área de benefícios sociais e membro da Aon Corporation, líder na corretagem de seguros), os homens do nosso país gozam 14,7 anos de reforma, correspondentes à esperança de vida que lhes resta aos 65 anos de idade, altura em que deixam o trabalho. Para as mulheres, o descanso subsidiado está calculado nos 18,3 anos. Os franceses são, por estes cálculos, quem mais vê recompensado o esforço da vida activa. Reformados aos 60 anos, os homens daquele país gozam 20 anos de reforma, enquanto as mulheres contam com 25,2 anos. A esperança de vida, em França, é apenas superior à portuguesa 2,1 anos, em média.

O estudo da Aon - feito de moto próprio e que conclui que o aumento do tempo de reforma por cia do da esperança de vida obrigará a tomar "medidas penosas para evitar uma crise no sistema de pensões" - acrescenta ainda que a Polónia, com 13,6 anos de reforma para os homens, e a Irlanda, com 17,7 anos para as mulheres, são os países na base da tabela. Mas nem sempre os números puros podem servir de base comparativa, como conclui outro inquérito ontem apresentado, este patrocinado pela Comissão Europeia. O "Estudo de Saúde, Envelhecimento e Reforma na Europa", no âmbito do projecto Share, analisa 11 países (sem Portugal, mas com Espanha e Grécia) e chega a uma surpreendente conclusão os europeus do Norte são mais ricos e mais saudáveis, mas os dos Sul vivem mais tempo!

Informando que a Europa é o continente com mais proporção de população idosa, os autores da pesquisa indicam que 16% dos habitantes da Europa dos Quinze tem actualmente 65 ou mais anos. Em 2050, os idosos serão 28%, o que deixa antever um "pesado fardo financeiro nas sociedades" em termos de pensões, cuidados de saúde e cuidados continuados. O envelhecimento deve-se, diz o Share, à "baixa fertilidade" e ao aumento da esperança de vida. A menor fertilidade no Sul da Europa diminuirá a camada de população activa até 2050 e aumentará, assim, o peso dos idosos sobre a massa trabalhadora, geradora de fundos de pensões. Outras conclusões a educação mantém uma melhor saúde, os incentivos financeiros à pré-reforma estão a inutilizar "uma larga capacidade de trabalho" (mormente a Sul) e as boas condições de trabalho atrasam a idade da reforma.

Partilhar
 [?]
 
 











Multimédia
Cidadão Repórter
Notícia do Dia


 

Últimas
+Lidas
+Comentadas
+Pesquisadas
 

Jogos Ao Vivo

Serviços


TEMPO Dados fornecidos pelo Weather Channel
  • n/d
  • 9ºC
  • HOJE
  • 17ºC
  • 12ºC
  • AMANHÃ

 

Twitter HOME
FACEBOOK HOME
Galeria JN
Entre palavras
Passatempo Muro de Berlim


Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster