"É uma oportunidade única para requalificar a avenida"
As "negras" opiniões da Oposição sobre a requalificação da Avenida dos Aliados foram sendo desanuviadas à medida que os autores do projecto desfiavam os argumentos que os levaram a optar por várias alterações à zona nobre da cidade.
"É uma oportunidade única para recuperar a Avenida dos Aliados", afirmou Souto Moura, explicando que a opção pelo cubo de granito e a substituição da calçada à portuguesa se prende com a necessidade de aumentar os passeios para seis metros de cada lado, de modo a facilitar o interface entre a estação de metro e as paragens de autocarro. Também nos passeios ficam as escadas e os elevadores do metro.
"O granito é aquilo em que acredito. E o trabalho executado (os cubos que já cobrem o chão da Avenida) é brilhante do ponto de vista artesanal", afirmou o arquitecto, que repetiu, várias vezes, estar certo de que fez o melhor que conseguiu. "É um granito até bastante claro", reiterou Siza Vieira. O arquitecto justificou a eliminação dos canteiros de flores com a ideia de que "aquele grande espaço, no centro do Porto, é terreno para pisar", nomeadamente quando há festejos.
"Nos Campos Elísios (Paris) não há canteirinhos", acrescentou Souto Moura, mostrando uma fotografia do coração da capital francesa. O autor do projecto, que trabalha para a Metro do Porto há 12 anos, concluiu dizendo que "a nossa opção é metro subterrâneo, granito no chão e verde (das árvores) à superfície".
Inês Schreck
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