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Director Adjunto
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Apartamentos para vítimas de violência

A Câmara de Gondomar vai criar um centro dedicado à informação e acompanhamento das vítimas de violência doméstica. O espaço, denominado "Ser Feliz", resulta de uma cooperação entre a autarquia e a Associação Soroptimist Internacional Clube Porto Invicta, responsável pelo projecto "Novo Rumo - para uma visda sem violência". Tem como objectivo receber, ouvir e acompanhar vítimas de violência doméstica.

Na cerimónia da assinatura do protocolo, realizada ontem, Teresa Rosmaninho, directora técnica da associação, afirmou que "este salto vai permitir um maior combate à violência, porque vão ser as pessoas da comunidade em que as vítimas estão inseridas a acompanhá-las". E lançou um desafio a Valentim Loureiro a criação de apartamentos de transição para as vítimas de violência doméstica.

"Estes espaços irão permitir que as pessoas que já sairam de uma situação de risco, mas que ainda precisam de ser acompanhadas, possam deixar as casas de abrigo". Face a este desafio, o autarca garantiu que serão destacados seis apartamentos exclusivamente para o efeito, um em cada conjunto habitacional do concelho, o que, na opinião de Teresa Rosmaninho, é "um excelente passo".

"Iremos ter pessoas competentes e responsáveis a trabalhar neste serviço, técnicas que conhecem muito bem a realidade social de Gondomar", garantiu o presidente da autarquia, Valentim Loureiro.

A Associação Soroptimist Internacional Clube Porto Invicta teve, também, o apoio da Câmara Municipal da Trofa. De acordo com a directora técnica da associação,"o objectivo é chamar a atenção das autarquias, sobretudo dos distritos onde os indíces de vio- lência doméstica são mais altos (Aveiro,Porto e Braga) e para o impacto que este tipo de crimes tem no desenvolvimento dos jovens". Andreia Barbosa

Maioria das mulheres não apresenta queixa

Em Portugal, só em 2002, foram denunciados mais de 18 mil crimes de violência doméstica,93% dos quais foram contra mulheres. Apesar disso, a maioria das vítimas continua sem apresentar queixa. Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, das 18 mil agredidas, apenas seis mil apresentaram queixa, ou seja, 36%. Cerca de 94,6% dos agressores são homens e 75,3% dos crimes são praticados na residência comum.Segundo a Unicef, "no Mundo faltam cerca de 60 milhões de mulheres, que foram abortadas por serem do sexo feminino, assassinadas quando bebés pelo mesmo motivo ou morreram vítimas de maus tratos". O Conselho da Europa indica que "a violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre as mulheres dos 16 aos 44 anos, ultrapassando o cancro, os acidentes de viação e a guerra". A.B.

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