João Paulo II reafirma castidade
A luta contra a Sida passa pela prevenção e "uma prática correcta da sexualidade que supõe castidade e fidelidade", sustentou hoje o Papa João Paulo II, dias depois da polémica sobre o preservativo levantada pela igreja espanhola.
O Papa falava à nova embaixadora da Holanda na Santa Sé, Monique Frank, que hoje apresentou as suas cartas credenciais.
João Paulo II sublinhou o papel que desempenha o seu país na assistência sanitária "perto das populações particularmente expostas ao drama das pandemias, como a da Sida, que rapidamente se espalhou em África, provocando incontáveis vítimas".
"A Santa Sé considera que é necessário, antes de tudo, para combater esta doença de forma responsável, aumentar a prevenção, nomeadamente através da educação para o respeito do valor sagrado da vida e a formação para a prática correcta da sexualidade, que supõe castidade e fidelidade", acrescentou.
A repetição da posição do Vaticano acontece dias depois de uma polémica em Espanha sobre o papel do preservativo na luta contra a doença.
O Episcopado espanhol acabou por recuar e reafirmar a sua oposição ao uso do preservativo dias depois de o seu porta-voz ter causado surpresa ao considerar, publicamente, que o preservativo "tinha o seu lugar no contexto da prevenção integral e global da Sida".
João Paulo II disse ainda que, "a seu pedido, a Igreja mobilizou-se também em favor das vítimas, especialmente para que lhes seja assegurado o acesso aos cuidados e aos medicamentos necessários através de numerosos centros de tratamento".
No seu discurso à embaixadora, o Papa referiu-se ainda ao processo de secularização que sofre a Holanda e pediu respeito "absoluto" pela vida humana, desde "a concepção até à morte natural".
Com essas palavras voltou a condenar a eutanásia, aprovada por lei na Holanda.
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