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Sport quer a marina alargada a 350 barcos

Ainda só tem um dia de vida e já se pensa no alargamento da marina do Freixo, no Porto. A concessão do pólo fluvial, inaugurado ontem de manhã, foi confiada ao Sport Club do Porto, que pretende aumentar a capacidade de 72 embarcações de recreio para cerca de 350. Uma ideia que se une à vontade até agora adiada de construir a marina do Infante, junto ao edifício da Alfândega. O início da obra está dependente do aval da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL).

O pólo fluvial surge a poucos passos da rotunda do Freixo. O acesso por terra aos cais dos barcos de recreio e das embarcações de maior dimensão (até 180 metros de comprimento) é garantido por uma ponte pedonal. O visitante pode chegar pelo rio e atracar o barco num dos cais, apesar de existir mais procura do que oferta. Para os 72 lugares disponíveis, já há 120 pedidos. A marina resulta de um acordo entre a Câmara do Porto, que cedeu o terreno, e o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.

"Em Portugal, existem cerca de 10 mil pontos de amarração e queremos quadruplicar nos próximos anos", explicou o secretário de Estado dos Assuntos do Mar, Nuno Fernandes Thomaz, durante a inauguração da marina que ficou marcada pelas queixas de um grupo de populares que, por trás das grades, gritavam o desagrado pela manutenção do núcleo de barracas no Freixo, que alberga mais de uma dezena de famílias ciganas. O presidente da Câmara, Rui Rio, não deu resposta às reclamações.

Também à espera de resposta está o Sport Club do Porto que quer o aval da APDL para concretizar a marina do Infante, na Alfândega. Há oito anos que o clube sonha com o cais que se integrará no projecto de requalificação da REFER. "Temos um acordo com a REFER desde 2001. O projecto contempla o enterramento do parque de estacionamento da Alfândega e a construção à superfície de bares, de restaurantes e de lojas" (à semelhança do investimento no Cais de Gaia), indica Barros Vale, presidente do Sport Club do Porto. A marina do Infante terá 99 lugares de acostagem e servirá, sobretudo, veleiros que não cruzam a ponte de Luís I.

O Governo pediu um estudo de impacto ambiental que está pronto e será entregue amanhã. "O que falta é a deliberação da APDL a dar o aval ao projecto. A REFER já tem a autorização da Câmara do Porto", acrescenta o dirigente, assinalando que o investimento total ascende a 10 milhões de euros.

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