União Africana enfrenta guerras por todos os lados
Hoje e amanhã, os chefes de Estado e de Governo de África, reunidos em Abuja (Nigéria) na 4ª cimeira da União Africana (UA), vão analisar os conflitos que afectam o continente, nomeadamente os daCosta de Marfim, República Democrática do Congo e Sudão.
Embora a UA vá debater as perspectivas de uma maior representatividade africana a nível de instituições internacionais, sobretudo da ONU, os conflitos que dilaceram o continente são os que carecem de intervenção mais rápida.
Apesar da recente resolução da guerra entre o Norte e o do Sul Sudão, a UA continua a ser confrontada com a guerra civil em Costa de Marfim, a instabilidade na RD do Congo, no Burundi, na Somália e, é claro, com a catástrofe humanitária sem precedente na província sudanesa de Darfur de onde, aliás, chegam todos os dias notícias de centenas de vítimas. O próprio secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, apelou novamente ao Governo do Sudão e aos movimentos rebeldes no Darfur para que honrem os seus compromissos sobre um cessar-fogo imediato, respeitando todas as resoluções do Conselho de Segurança".
Há dois anos que o Darfur é palco de uma guerra civil que já provocou mais de 70 mil mortos e cerca de 1,6 milhões de deslocados e refugiados.
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