Portas garante que CDS vai voltar a ser Governo
Isabel Forte
"Vão sentar-se na bancada central, porque as televisões vão filmar daquele lado", berrava nervoso um dos seguranças, para as parcas pessoas que estavam numa das bancadas laterais do Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Lá em baixo, já no palco, Paulo Portas, o líder centrista, era recebido com gritos de apoio "Portas, vai em frente, está aqui a tua gente". Não muita, mas o suficiente para Paulo Portas afirmar: "Estão milhares de pessoas no Palácio de Cristal. O CDS meteu o turbo, ninguém nos pára, o CDS é o voto que apetece".
Os centristas escolheram o Porto e o Palácio de Cristal para arrancarem com a campanha por razões históricas. "Há 30 anos o CSD esteve aqui cercado por extremistas violentos que não tinham percebido que a conquista da liberdade era uma dávida para todos", disse Portas. Portanto, "a arrancada para o futuro só poderia ser feita aqui, onde nos reencontramos com a liberdade". E ontem, vincava aos militantes de olhos esbugalhados, foi "só o arranque, porque o final vai ser ainda maior". A afirmação não poderia ter provocado maior ânimo na assistência, que se levantou e abanou com mais vigor as bandeiras e os copos de cerveja, oferecidos no piso inferior do pavilhão.
"Há três anos, eu disse ao partido, vamos voltar ao Governo. Aconteceu. Hoje digo, no dia 20 vamos ficar acima dos 10%", sustentou, com o pensamento voltado para a classe média. "O CDS aproximou-se da classe média, incorporou-a no seu projecto e todo o seu discurso está virado para a classe média, que é forte e honrada". É para ela, lembrou, que "o CDS elaborou um programa que não é demagógico, mas que assenta na realidade".
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