Um ataque de um bombista suicida contra uma coluna norte-americana, em Bagdade, provocou a morte de 24 crianças e ferimentos em várias outras, entre as dezenas que na altura rodeavam os veículos. A capital iraquiana ficou em choque, num dia em que, além de outros atentados mortíferos, foram descobertos os cadáveres de 11 sunitas executados, ao que tudo indica depois de terem sido presos por forças policiais, no domingo passado.
A coluna norte-americana percorria a via rápida Mohammad al-Kassem cercada de crianças que pediam doces aos soldados quando quando um suicida, ao volante de um carro armadilhado, se aproximou o mais possível de um jipe e fez explodir o seu veículo.
Esta versão do Exército dos EUA, que pouco antes tinham tentado bloquear as saídas do bairro al-Jadida, por terem sido avisados da presença de um suicida, foi corroborada por Mohammad Ali Hamze, um jovem de 25 anos que se encontrava no local
"As crianças cercaram os norte-americanos e estendiam as mão para receber doces, quando subitamente surgiu i veículo armadilhado. Veio de uma rua lateral e explodiu", contou.
Um responsável da morgue do hospital de Kindi confirmou ter recebido "os corpos de 24 crianças, com idades entre os 10 e os 13 anos".
No ataque morreu também um soldado norte-americano e outros dois ficaram feridos.
A capital iraquiana continua, por outro lado, envolta em sangrentos conflitos entre xiitas e sunitas. Depois de anteontem à noite terem morrido duas pessoas e 16 ficarem feridas num ataque a uma mesquita xiita, levado a cabo quando estava a terminar um período de oração, ontem foram descobertos os cadáveres de 11 sunitas executados.
Um dos cadáveres encontrados era o do imã sunita Diah Hammud al-Janabi, da mesquita Malek al-Moulouk, que juntamente com outras pessoas, precisamente 10 sunitas, terá sido detido por forças policiais no domingo passado, durante uma operação no bairro al-Rabiyah, na zona Norte da capital. Segundo fontes que não quiseram ser identificar-se, todos os cadáveres, cada um com uma bala na cabeça, apresentavam vestígios de tortura.
"Pedimos ao Governo a abertura imediata de um inquérito sobre estes assassínios e exigimos que os resultados sejam divulgados publicamente, pois não é a primeira vez que isto acontece", declarou um dos líderes sunitas, Adnane al-Doulaimi.