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PCP e BE estão satisfeitos com clarificação

"Desta vez, sentimo-nos justiçados". Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, disse ao JN que o relatório da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública sobre o arrastão "veio dar razão a tudo o que temos dito desde o início sobre o assunto".

"O relatório fala de um conjunto de factos de que há muito já nos tínhamos apercebido houve um exagerado empolamento do acontecimento, quer por parte da Comunicação Social, quer por parte da PSP", afirmou.

Ana Drago lamentou que o tão falado arrastão tenha conduzido a um confronto político na Assembleia da República "muitas vezes de cariz racista e xenófobo". "O secretário de Estado José Magalhães disse que ia aprender com os outros e esperamos que isso venha mesmo a acontecer",concluiu.

PS condescendente

O deputado socialista João Serrano desculpou o erro cometido pela PSP por se ter baseado em informações iniciais inexactas. "Houve aqui mais um fenómeno de propagação da informação", esclareceu. No seu entender, o importante agora é tomar novas medidas políticas de prevenção, proximidade e inserção social. "Houve um aumento significativo dos crimes em grupo nos últimos anos e é isso que há que ter agora em conta", realçou.

PCP quer responsabilização

"O relatório desmente completamente a informação que foi relatada num documento interno da PSP", diz o deputado comunista António Filipe. "Tratou-se de uma grande mistificação que é difícil de compreender. Houve um empolamento extraordinário que deu origem a um processo de culpabilização dos imigrantes, e que serviu, inclusive, de pretexto para uma manifestação de extrema-direita. Há responsabilidades da PSP que é preciso esclarecer", considera.

PP pede acção

Já Nuno Melo, líder parlamentar do Partido Popular, considerou que o que menos interessa é "se o grupo que entrou na praia para roubar e agredir quem ali estava a gozar o seu descanso era composto por 500 ou 30 pessoas". Segundo disse ao JN, "o acto isolado não preocupa tanto como o aumento da delinquência grupal, que aumentou 430% em Portugal nos últimos anos". Nuno Melo lamentou, ainda, as repercussões que o caso teve no sector do turismo e "a imagem de Portugal que correu o mundo".

"Este tipo de delinquência exige uma acção por parte do Estado para que não volte a acontecer", defendeu. O deputado do PP disse ter recebido "dezenas de telefonemas na AR de pessoas vítimas diárias de violência e que exigem uma resposta firme por parte do Estado". O JN tentou ainda ouvir a opinião do PSD, o que não foi possível. A.S./F.B.

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