Maria José recusa fazer "promessas inúteis"
Alexandra Inácio
Maria José Nogueira Pinto apresentou, ontem, o seu programa à Câmara de Lisboa "sem megalomanias individuais" ou "promessas inúteis mas compromissos muito úteis para" a cidade.
Primeiro, explicou, "quer arrumar a casa". Isto é, "pôr a máquina a funcionar". A cabeça de lista do CDS à autarquia quer "atenuar a burocracia" e propõe a criação de um balcão municipal, com o modelo de funcionamento das Lojas de Cidadão. Entre as suas prioridades destacam-se a revitalização urbana, a luta pela manutenção do aeroporto da Portela e o lançamento de um "genuíno concurso internacional de ideias" para o Parque Mayer. O CDS não acredita, lê-se no programa, que a sustentabilidade económica do espaço passe pela sua transformação numa "Broadway Lusitana".
O presidente do partido, Ribeiro e Castro, sublinhou que o "objectivo da candidatura é servir a cidade" e que essa missão só poderá ser cumprida com a vitória. O mandatário, José Miguel Júdice, afirmou que a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia "merece ser eleita vereadora". A presidência também é merecida, apressou-se a justificar, mas as dificuldades são mais que muitas, reconheceu, recordando que em 2001 o CDS tinha "um candidato populista" e Portas só foi eleito vereador. Júdice recusou comentar a possibilidade de incorrer numa sanção pelos estatutos do PSD. Aos militantes democratas-cristãos assumiu-se como um social-democrata que aceitou o convite por amizade à candidata. Se não fosse ela, apoiaria Carmona Rodrigues.
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