Segurança Social recusa impor tectos contributivos
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva, manifestou-se, ontem, contra o plafonamento do Sistema de Segurança Social (SSS). "Tenho a maior das dúvidas de que, na situação concreta da Segurança Social, os tectos contributivos sejam uma boa opção para a sustentabilidade do sistema", afirmou o ministro numa comissão parlamentar sobre as Grandes Opções do Plano para 2006.
O governante adiantou que estão em curso vários estudos de projecção do futuro do SSS, mas que, à partida, "a introdução de tectos contributivos de seis, sete ou oito salários mínimos reduziria as receitas sem garantir a redução de despesas, a longo prazo".
Em resposta a Teresa Caeiro, deputada do CDS-PP, que se manifestou favorável a uma medida daquele género, o ministro lembrou que "em 20 anos, ninguém utilizou essa mezinha mágica", exactamente porque "os estudos sempre mostraram que não é favorável". Os estudos actualmente em curso deverão abordar, para além do plafonamento, outras mudanças no SSS, como o aumento da idade de reforma ou alterações ao subsídio de desemprego, questões que o ministro se recusou a pormenorizar.
João Paulo Madeira
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