Três alegados incendiários detidos pela PJ
Três alegados incendiários foram detidos, ontem, pela PJ nos concelhos de Pedrógão Grande (Leiria), Póvoa de Lanhoso (Braga) e Baião (Porto). Com estas detenções, eleva-se para 66 o número de pessoas que, este ano, foram constituídos arguidos pela prática de crimes de incêndio.
A um dos detidos é atribuída a autoria de dois fogos que consumiram cerca de 100 hectares de floresta em Pedrógão Grande. Detido pela PJ de Coimbra, este agricultor de 44 anos, solteiro e sem antecedentes criminais, viu ser-lhe aplicada a medida de coacção de apresentações periódicas às autoridades.
As outras duas detenções ocorreram no Norte. Em Baião, a PJ deteve um homem de 44 anos como presumível autor de um fogo que deflagrou numa mata de Mesquinhata. A PJ de Braga anunciou, a detenção de mais um suspeito, um homem de 40 anos, residente na Póvoa de Lanhoso. As chamas foram ateadas numa propriedade rural, próximo da casa do detido, tendo consumido cerca de três hectares de mato e pinhal; está obrigado a apresentar-se semanalmente às autoridades policiais.
Em 1183 ocorrências, registadas este ano, foram já realizados pela PJ 535 inquéritos, tendo sido detidas 66 pessoas, por suspeita de fogo posto.
A maioria dos detidos enquadra-se nos perfis já definidos pelo Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais, que identificou três grupos de incendiários o primeiro inclui indivíduos com história de alcoolismo, com grandes dificuldades de inserção e de organização da vida; no segundo grupo, as chamas constituem uma forma de vingança face a alguém que não se consegue confrontar; foi ainda definido um outro perfil, menos comum, que revela um incendiário mais organizado e que apresenta uma razão objectiva para lançar as chamas.
Paula Gonçalves
Estas ligações, para serviços externos ao Jornal de Notícias, permitem guardar, organizar, partilhar e recomendar a outros leitores os seus conteúdos favoritos do JN(textos, fotos e vídeos). São serviços gratuitos mas exigem registo do utilizador.
