Diversificar fontes de energia
Na Cimpor, uma das principais produtoras de cimento nacional, os custos industriais por tonelada produzida agravaram-se 10% nos combustíveis e 12% na energia eléctrica, desde o início do ano e em relação a 2004. A capacidade instalada da empresa está dividida por três centros de produção (Alhandra, Souselas e Loulé) e permite fabricar por ano sete milhões de toneladas de cimento.
Para manter a produção e minimizar o impacto dos custos com energia, a Cimpor está a prever aumentar a utilização de combustíveis alternativos. Actualmente, o grupo recorre a queima de petcoque, um produto derivado do petróleo, para o aquecimento dos fornos. No entanto, as circunstâncias actuais levaram o grupo a acelerar a estratégia já definida no plano de sustentabilidade - o recurso a novas fontes de energia. A utilização de resíduos banais no processo de queima dos fornos é uma das orientações de gestão em prática. Em relação à energia eléctrica, a empresa está a negociar com fornecedores a nível ibérico a aquisição de electricidade a preços mais convidativos do que os praticados no mercado interno. O grupo considera que a situação actual é "gravosa", mas garante que não tem tido "reflexo na estratégia prosseguida pela empresa", não se prevendo qualquer tipo de alteração na actividade da empresa. Globalmente, a indústria de cimento nacional tem realizado vários esforços no sentido de racionalizar os consumos energéticos, por razões de custo, mas também ambientais. As principais etapas neste processo caracterizam-se pela diversificação na utilização de energias, mas também na introdução de transformações nos processos produtivos e na adaptação tecnológica das unidades fabris. Até 1983, o sector utilizava maioritariamente fuelóleo, que foi sendo substituído por carvão. Em 1985 dá-se uma mudança no processo produtivo, que originou o aumento do consumo da electricidade e a redução das restantes fontes de energia. Actualmente, utilizam sobretudo carvão, electricidade e em menor quantidade fuelóleo e coque de petróleo. Ana Paula Lima
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