Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
 

Diversificar fontes de energia

Na Cimpor, uma das principais produtoras de cimento nacional, os custos industriais por tonelada produzida agravaram-se 10% nos combustíveis e 12% na energia eléctrica, desde o início do ano e em relação a 2004. A capacidade instalada da empresa está dividida por três centros de produção (Alhandra, Souselas e Loulé) e permite fabricar por ano sete milhões de toneladas de cimento.

Para manter a produção e minimizar o impacto dos custos com energia, a Cimpor está a prever aumentar a utilização de combustíveis alternativos. Actualmente, o grupo recorre a queima de petcoque, um produto derivado do petróleo, para o aquecimento dos fornos. No entanto, as circunstâncias actuais levaram o grupo a acelerar a estratégia já definida no plano de sustentabilidade - o recurso a novas fontes de energia. A utilização de resíduos banais no processo de queima dos fornos é uma das orientações de gestão em prática. Em relação à energia eléctrica, a empresa está a negociar com fornecedores a nível ibérico a aquisição de electricidade a preços mais convidativos do que os praticados no mercado interno. O grupo considera que a situação actual é "gravosa", mas garante que não tem tido "reflexo na estratégia prosseguida pela empresa", não se prevendo qualquer tipo de alteração na actividade da empresa. Globalmente, a indústria de cimento nacional tem realizado vários esforços no sentido de racionalizar os consumos energéticos, por razões de custo, mas também ambientais. As principais etapas neste processo caracterizam-se pela diversificação na utilização de energias, mas também na introdução de transformações nos processos produtivos e na adaptação tecnológica das unidades fabris. Até 1983, o sector utilizava maioritariamente fuelóleo, que foi sendo substituído por carvão. Em 1985 dá-se uma mudança no processo produtivo, que originou o aumento do consumo da electricidade e a redução das restantes fontes de energia. Actualmente, utilizam sobretudo carvão, electricidade e em menor quantidade fuelóleo e coque de petróleo. Ana Paula Lima

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