"O país perde em duplicado"
Teresa Costa
Asaída de "cérebros" do país acarreta "prejuízos graves" para a economia e o Estado fica duplamente a perder, comenta António Marques, presidente da Associação Industrial do Minho.
Lembra que o país, para qualificar os seus recursos humanos, gasta verbas nacionais, investindo na preparação das pessoas. "Mas - observa -, se não se aplicam essas qualificações, competências e novas valências na economia do país, estamos a oferecê-las a outros países", em detrimento da valorização interna.
Dando por certa a preponderância do "negócio do conhecimento" na quase totalidade dos sectores económicos, António Marques consi- dera ser "enorme" o impacto da saída para o exterior dessas novas valências adquiridas com a formação superior, tanto mais que as actividades de valor acrescentado coincidem com as que exigem essas qualificações.
Mas reconhece que Portugal "não é capaz de reter os melhores" e que falha na política de retenção de quadros.
"Vivendo nós na era do conhecimento, e quando as pessoas são determinantes para o sucesso das organizações, se não temos esses talentos e esses quadros, o impacto é lá fora. Se estivessem aqui, iriam intervir na cadeia de valor, para melhor, e iríamos ter competências para gerir as organizações".
Para evitar a fuga dos "cérebros", António Marques defende duas apostas no dinamismo empresarial e na captação de investimentos estruturantes que possam fidelizar e reter esses quadros.
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