"Pilas Murchas" celebraram aniversário
O grupo "Os Pilas Murchas" de Lamego levou a efeito no sábado, o seu 14º convívio, na aldeia da Gralheira, concelho de Cinfães. Cerca de 20 "Pilas Murchas", revigorados pelo ar puro da serra do Montemuro, estiveram reunidos à mesa. O acontecimento ficou marcado pela presença do presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, e outros vereadores do executivo, que fizeram questão de se associar a ao gupo. Constituído por comerciantes aposentados, já em idade "sénior" e residentes nos concelhos de Lamego e de Vila Real, com idades compreendidas entre os 40 e os 85 anos. Uma sessão de fados, "parafinou" o convívio e todos no final mostraram-se bem dispostos. Durante o almoço foi relembrada uma festa de aniversário, onde algo de imprevisto se passou. " Na serra das Meadas, "fizeram-nos um teste inesperado" com uma sessão de strip-tease. Aquilo foi uma risota" confessou-nos João Silva, mais conhecido como "João da Singer". Quanto ao convívio deste ano, reconheceu que "foi fantástico. Tivemos membros de Vila Real, Lamego, e arredores. Houve umas guitarradas e cantou-se o fado". Quanto ao nome do grupo, " não há qualquer problema em continuar". "É brejeiro, desperta curiosidade e tem piada", acrescentou. Este grupo cultural e de tertúlia de Lamego foi criado há 12 anos pela Sociedade Cultural Recreativa Progresso Lamecense. O nome derivou de uma brincadeira de um dos seus associados, que atendendo à idade dos elementos que faziam na altura parte da Sociedade Cultural, resolveu "baptizá-los " com este peculiar nome. A partir daqui, o nome "que nos asseguram, em nada condiz com as suas faculdades", caiu no goto das pessoas e assim ficou. A agremiação funciona como um espaço de opinião na cidade e os "pilas murchas" reúnem-se no Café Almedina, um estabelecimento, que já faz parte " da mobília da associação". Para o futuro, o grupo tem em mente alguma ideias que gostava de ver realizadas. Ainda há entusiasmo para criar um rancho e uma tuna. Ainda não houve tempo. "A cidade está morta e é preciso reviver os espaços de tertúlia. Esses sítios onde se debatia a vida da cidade e os seniores conviviam, observou "João da Singer". Almeida Cardoso
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