Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
 

Compras de Natal rendidas à crise

João Paulo Madeira

As fracas perspectivas económicas dos portugueses para o próximo ano estão a motivar um corte substancial nas compras de Natal. Um estudo da consultora internacional Deloitte aponta uma redução de 6% nas intenções de gastos na época natalícia, em Portugal. As associações do sector comercial antevêm um cenário ainda pior, com quebras na ordem dos 10% (ver página seguinte).

O estudo sublinha que as piores perspectivas económicas da Europa são as de Portugal, onde 74% da população acredita que a economia está em recessão. Segundo a consultora, os consumidores sentem-se desapontados com a evolução económica do ano passado e mostram-se agora pessimistas quanto às perspectivas para 2006.

Recorde-se que, apesar de o valor dos aumentos salariais da Função Pública para 2006 ainda não ser conhecido, o ministro das Finanças já avisou que a subida dos vencimentos - que serve depois de referência para o sector privado - não deverá ser superior a 2%. Uma vez que a inflação prevista é de 2,3%, é a quarta vez consecutiva que os trabalhadores perdem poder de compra. Com Bagão Félix houve aumentos abaixo da subida dos preços dos produtos e Manuela Ferreira Leite impôs dois congelamentos salariais.

A maior ou menor confiança na política económica do Governo é, segundo a Deloitte, o critério que mais influencia a variação dos gastos. Neste capítulo, os portugueses são os terceiros mais descontentes, a seguir à Alemanha e à Itália. Segundo o estudo, Portugal é dos países europeus em que há maior indefinição quanto ao emprego.

Insegurança

E, de facto, a maioria dos portugueses (44%) sente insegurança quanto à manutenção do posto de trabalho. Os consumidores portugueses apontam sobretudo o aumento do custo de vida, o fraco crescimento do rendimento disponível em 2005 e as fracas expectativas de crescimento dos vencimentos no próximo ano para reduzir os gastos.

Os inquiridos mostram-se disponíveis para reduzir os gastos em presente para familiares adultos, já que estão reticentes em fazer cortes na alimentação. As intenções de compra revelam que os livros têm o maior peso nas prendas dos portugueses (64%), seguidos de roupa (55%), CD's, cassetes, DVD ou vídeos (52%) e da cosmética e perfumes (50%).

As respostas obtidas pela consultora revelam que os consumidores nacionais vão ter uma abordagem mais ponderada durantes as compras do próximo Natal. Há mais inquiridos disponíveis para perder mais tempo a comparar preços, tentando encontrar o melhor possível, do que os que pensam perder menos tempo, este ano, a comparar as diferentes ofertas. As grandes superfícies vão ser os locais privilegiados para fazer as compras para 68% das pessoas que responderam ao inquérito.

Inovação

Perante um cenário de constragimento económico, a inovação dos produtos para oferta é o principal motivo que leva os consumidores a gastarem mais dinheiro no Natal. Verifica-se também que os portugueses são generosos, já que mais de 67% dos respondentes afirmaram gastar mais com a família e amigos do que com o próprio, durante a época natalícia.

De resto, o estudo comprovou o típico comportamento português de deixar as compras para a última hora. De acordo com o documento, 42% dos inquiridos admitiram que ainda não haviam decidido o local onde comprar as prendas e que só fariam essa escolha próximo do dia de Natal. É de sublinhar que as compras pela internet assumem um papel cada vez mais importante.

Partilhar
 [?]
 
 











Multimédia
Cidadão Repórter
Notícia do Dia


 

Últimas
+Lidas
+Comentadas
+Pesquisadas
 

Jogos Ao Vivo

Serviços


TEMPO Dados fornecidos pelo Weather Channel
  • n/d
  • 9ºC
  • HOJE
  • 17ºC
  • 12ºC
  • AMANHÃ

 

Twitter HOME
FACEBOOK HOME
Galeria JN
Entre palavras
Passatempo Muro de Berlim


Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster