Um dos últimos estudos sobre a emigração, feitos em Portugal, indicava que na última década quase meio milhão de portugueses rumaram a um país estrangeiro para lá viveram; e estimava, ainda, que eram 100 mil os que anualmente faziam a mala, sendo que destes alguns acabaram por fixar residência além fronteiras ; e outros regressaram pouco depois.
Muito embora a tendência seja agora receber quem vem de fora, continuamos a ser um país de emigrantes e os últimos anos parecem ser disso exemplo. "Sim, parece ter crescido nos últimos quatro anos e parece que os países para onde mais vão são a Espanha, a Inglaterra, o Luxemburgo, a Alemanha menos, mas sempre mais aqui pela Europa", informou o gabinete da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguessas, relembrando que no último dia 10 de Junho, o secretário de Estado António Braga esteve com os portugueses na Irlanda, por ser uma comunidade "ainda muito recente".
Apesar da ideia dominante ser a de que nos transformámos num país de imigração, falta saber até onde isso representará desenvolvimento económico - e consequentemente qualidade de vida - já que cada vez mais saem portugueses daqui, em busca de um melhor salário lá fora. E saem quase "a salto", sem qualquer tipo de protecção.
"É impossível saber quantos. A maioria vai sem avisar as autoridades e quando chega ao país onde vai trabalhar também não avisa o consulado português. Assim é impossível ter números", lamentaram daquele gabinete, acrescentando que "na Córsega, por exemplo, estão inscritos três mil portugueses, mas as autoridades locais revelam que são entre 12 a 15 mil os que lá estão".
Muito importante prevenir
Por isto, o Governo "está a pensar numa nova campanha de prevenção, que poderá até integrar pessoas que tenham sido vítimas de algum tipo de exploração no estrangeiro".
A ideia é passar a mensagem de que as pessoas deveriam, antes de partirem, avisar uma das delegações da direcção-geral dos Assuntos Consulares. "Deveriam avisar e até mostrar os contratos de trabalho a que estarão sujeitas". Da mesma forma, a campanha, à semelhança de outras anteriores, visa alertar para os benefícios da inscrição consular.
"E se acontece alguma coisa, como recentemente? Como saberemos ajudar as pessoas se elas não estão inscritas? Se não existem?"...
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