José Ribeiro e Castro classificou, ontem, de "deslocada, disparatada e excessiva" a crítica de José Sócrates em relação às suas declarações de que o terrorismo "é o último dos filhos" do comunismo.
"Lamento que o senhor primeiro-ministro tenha feito ataques em conhecer exactamente o que eu disse e na minha ausência. Teria preferido debater com ele, com toda a serenidade, estes e outros temas", afirmou o presidente do CDS-PP, à saída de uma reunião com a bancada parlamentar democrata-cristã.
No encerramento do XV Congresso da Juventude Popular (JP), no domingo, Ribeiro e Castro atribuiu à Esquerda a origem do terrorismo e de "muitos males do Mundo". Anteontem, no debate mensal, no Parlamento, José Sócrates classificou de "irresponsáveis" e lesivas para o "consenso político" que deve existir na luta contra o terrorismo as declarações do líder popular.
"O que eu disse e reafirmo é que o terrorismo tem origem numa deriva totalitária extremista e cruel cuja raiz de pensamento é de Esquerda", repetiu Ribeiro e Castro, ontem .
O presidente do CDS-PP considera que inúmeros grupos terroristas, como a ETA, o IRA, as FP25, o Sendero Luminoso ou o Hezbollah são uma "deriva" extremista do marxismo-leninismo legitimados pela Esquerda.
"Estranha é a legitimação do terrorismo como instrumento de luta política que correntes extremistas procuraram fazer. O que, em mentalidades doentias e extremistas, gerou muitos dos grupúsculos terroristas", insistiu, acrescentando que esta tese deve "estar presente no consenso contra o terrorismo". "É como quem cria um monstro e depois o monstro fica entregue a si próprio", concluiu.
Embaixada de Cuba contesta
Considerando Cuba e a Coreia do Norte como duas ditaduras comunistas sobreviventes no Mundo, que deveriam ser repudiadas, inclusivamente, pela Esquerda democrática, Ribeiro e Castro manifestando-se preocupado por Che Guevara continuar a ser uma referência para a juventude, apesar de ser "um dos maiores assassinos do final do século XX". Declarações que não caíram bem na Embaixada de Cuba, em Lisboa. Contactados pela Rádio Renascença, a conselheira Mercedes Martinez considerou de infelizes as referências a Che e acusou o líder do CDS-PP de estar ao serviço dos Estados Unidos.
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