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Lisboa cria 70% mais riqueza

Ana Paula Lima

Aregião da Grande Lisboa supera em 70% a média nacional de criação de riqueza per capita. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2003, esta sub-região - que integra os concelhos da margem norte da capital, excluindo a Península de Setúbal - foi responsável por cerca de um quarto do emprego nacional e por um terço - 32,4% - do Produto Interno Bruto (PIB).

Acima da média nacional do PIB per capita estão ainda a região Autónoma da Madeira, que o ultrapassa em 21%, o Alentejo Litoral, com 13%, o Algarve, 6%, e o Grande Porto, que supera a média de geração de riqueza em 2%.

As sub-regiões com um PIB per capita inferior em 75% à média nacional concentram-se sobretudo no Interior do país e abrangem a maior parte da Região Norte, grande parte do Centro e o Baixo Alentejo.

Entre as regiões do Litoral, o Minho-Lima é a única onde a criação de riqueza por pessoa é inferior em 75% à média do país.

A região que menos riqueza cria é o Tâmega, com uma percentagem inferior a metade do valor total da média nacional (49%).

No global, Lisboa, Norte e Centro respondiam, em 2003, pela maior parte da riqueza nacional. As três regiões representavam 85% do total do PIB, do emprego total, das remunerações e da população residente.

Tecnológicos mas pouco

Os dados recolhidos pelo INE revelam que, em 2004, 41% das famílias já possuíam um computador. Mas também nesta matéria é Lisboa quem lidera, com metades das famílias residentes a deter um computador.

Já em matéria de emprego em áreas ligadas às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Portugal tinha apenas 3,3% de trabalhadores afectos a estas actividades, face ao emprego total.

Em Lisboa, a proporção era de 5,6%, enquanto que no Norte se situava em 2,3%, com as restantes regiões pouco acima de 1%. O INE realça, ainda, o facto de em 70 dos 308 concelhos do país não existir qualquer emprego nestes sectores de actividade.

Os concelhos com maior índice de empregabilidade em TIC são todos da Área Metropolitana de Lisboa. Nas actividades comerciais e serviços prestados às empresas, destaca-se Amadora e Oeiras, enquanto que Palmela sobressai na fabricação de equipamento eléctrico, de óptica e de material de transporte (devido em boa medida à presença da Autoeuropa).

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