Berlusconi investigado por alegado suborno
O Ministério Público de Milão ordenou uma investigação ao chefe do Governo italiano por alegado suborno de uma testemunha de acusação em processos datados de 1997 e 1998, revelaram fontes judiciais.
Niccolo Ghedini, advogado de Sílvio Berlusconi, negou a acusação e retorquiu que o objectivo é denegrir a imagem do magnata candidato à reeleição - contra o socialista e ex-presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi - nas legislativas de Abril de 2006.
Em causa está a alegada transferência de mais de meio milhão de euros para contas suíças do advogado britânico David Milles, com o fito de pagar falsos testemunhos nos julgamentos contra Berlusconi, noticia o jornal "Corriere della Sera".
Em 1997, o magnata foi julgado por presumível evasão fiscal e o suborno visava contrariar as conclusões de auditorias feitas ao seu grupo Fininvest.
Berlusconi foi acusado em 1998 de ter usado o seu grupo All Iberian para financiamentos ao Partido Socialista do então chefe do Governo Bettino Craxi (1991) e, ainda, por contabilidade fraudulenta para encobrir a saída daqueles montantes.
Em ambos os processos o actual primeiro-ministro italiano foi condenado, mas acabou por ganhar em recursos ao Supremo Tribunal de Justiça.
David Milles, casado com a ministra da Cultura do Reino Unido, Tessa Jowell, está igualmente sob investigação.
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