Telma Roque
As quatro piscinas municipais de Lisboa que o ex-presidente Santana Lopes inaugurou há exactamente quatro meses, pouco antes das eleições autárquicas - Oriente, Vale Fundão, Ameixoeira e Restelo - só em meados de Fevereiro deverão estar em condições de abrir ao público. A estes equipamentos vão juntar-se outros, em fase final de obra, apurou o JN junto de uma fonte do gabinete do vereador Pedro Feist, responsável pelo pelouro das Obras Públicas e Desporto.
Das quatro piscinas já construídas, segundo o lema "Uma piscina em cada bairro", três estão preparadas para abrir. A excepção é a do Restelo, devido a um defeito de construção. "Alguns azulejos do fundo da piscina levantaram. Cabe ao empreiteiro arranjar e perceber se a anomalia se deve à existência de uma junta de dilatação ou ao material de colagem", avançou a mesma fonte. Ainda assim, a Câmara Municipal conta ter o problema resolvido no próximo mês.
Ouvir juntas e clubes
Segundo a autarquia, estes equipamentos estão fechados devido à necessidade de um maior planeamento junto dos utentes, de um modelo de gestão adequado e a problemas específicos entretanto detectados. "A do Campo de Ourique está na área de influência de duas juntas. A da Ameixoeira está na 'jurisdição' da freguesia da Ameixoeira e da Charneca. Pode abrir já, mas está num local com pouca habitação e onde há um grande sentimento de insegurança", explica. Acresce o facto de as piscinas terem bares que não foram concessionados. O mais certo é que tenham que ser objecto de um concurso público.
A seu ver, "a abertura destes espaços terá que ser bem discutida, com todas as freguesias, colectividades, muitas delas eclécticas, associações e federações da modalidade, no sentido de melhor servir as pessoas interessadas". E acrescenta "Estamos a fazer contactos, mas são coisas que não se resolvem de um dia para o outro".
Não está posta de parte a hipótese de, em resultado do diálogo com todas as entidades envolvidas, a gestão das piscinas ser entregue a diferentes organismos. Umas poderão ficar na alçada da Câmara, outras dependentes das juntas ou de colectividades. "Se calhar, até podia abrir as piscinas já, mas era um pouco incoerente fazê-lo sem ouvir os interessados", sublinha.
Mais cinco para inaugurar
Em Fevereiro, e para além das quatro piscinas já prontas, outras serão inauguradas, como a do Casal Vistoso, Bairro da Boavista, Campo de Ourique, Rego e Alvito. Esta última, situada junto às instalações desportivas do Atlético Clube de Portugal, tem a empreitada mais atrasada, pelo que abrirá mais tarde.
O JN apurou que a Câmara está ainda a desenvolver projectos para a criação de pavilhões gimnodesportivos junto às piscinas do Restelo, Oriente, Vale Fundão e Campo de Ourique, por entender que estão implantadas em zonas carenciadas em oferta desportiva.
A abertura destes novos equipamentos está ainda a ser planeada em função do fecho temporário de piscinas antigas e degradadas, onde há uma necessidade urgente de programar obras, avançou a fonte do gabinete do vereador Pedro Feist. "A do Areeiro terá que ser reformulada. A dos Olivais tem uma piscina de 50 metros que está fechada e muito obsoleta. A do Campo Grande, no jardim, precisa de obras", citou como exemplos.