Raptores libertam engenheiro francês
O refém francês Bernard Planche, raptado no Iraque a 5 de Dezembro, foi libertado anteontem perto de Bagdade, anunciou ontem fonte de segurança iraquiana citada pela AFP. "Os raptores do engenheiro francês libertaram-no perto de um posto de controlo ocupado por militares norte-americanos e iraquianos, a oeste de Bagdade. Os raptores seguiam num carro com o refém e fugiram ao verem os soldados", disse a mesma fonte. Os autores do rapto, que se apresentavam como "Batalhão da Vigília pelo Iraque", grupo até agora desconhecido, ameaçavam matá-lo caso a França não pusesse fim à "sua presença ilegítima no Iraque". Suecede, porém, que a França não tem efectivos militares no Iraque, o que parecia ser desconhecido para os autores do rapto.
Se a felicidade acometeu o engenheiro francês, a morte colheu ontem pelo menos 12 pessoas morreram na sequência do despenhamento de um helicóptero UH-60 Blackhawk no norte do Iraque, quando fazia a ligação entre duas bases militares. Morreram todos os 12 ocupantes que, caso fossem todos militares, o fim-de-semana passado será - com 17 soldados mortos - um dos mais mortíferos para o Exército dos EUA desde que, em Março de 2003, se iniciou a invasão do Iraque.
As dificuldades dos soldados norte-americanos, aliás, parecem estar a ser agravadas pela falta de armamento, algo que o próprio Pentágono já havia previsto. Um estudo secreto do Departamento de Defesa dos EUA, publicado anteontem pelo "New York Times", revela que mais armamento, que já estava disponível desde 2003, poderia ter salvo as vidas que quase 80% dos marines mortos no Iraque nos últimos três anos.
Estas ligações, para serviços externos ao Jornal de Notícias, permitem guardar, organizar, partilhar e recomendar a outros leitores os seus conteúdos favoritos do JN(textos, fotos e vídeos). São serviços gratuitos mas exigem registo do utilizador.
