Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
 

"PS está a usar mal a maioria absoluta"

Carla Soares

Jeerónimo de Sousa usou, ontem, o penúltimo comício de campanha para lançar um forte ataque ao Governo socialista, a quem acusou de "estar a usar mal a sua maioria absoluta" e de contribuir para uma eventual vitória da Direita nas eleições presidenciais.

No Seixal, território comunista, o candidato apoiado pelo PCP considerou que o Executivo, "embora enchendo a boca" de expressões como competitividade ou desenvolvimento económico, "não conseguiu ainda justificar os sacrifícios" que continua a pedir aos portugueses. Com casa cheia no cinema de Paio Pires, rejeitou o argumento de que não estamos perante umas legislativas e criticou, igualmente, "alguns candidatos" da Esquerda, ora pactuantes, ora ajudantes, que propõem a descoberta da pólvora", quando "um presidente da República não tem que inventar muito". Basta-lhe cumprir a Constituição.

Cavaco também foi atacado e "votar nele seria juntar mais Direita à política de Direita" deste Governo. De sua parte, Jerónimo promete "um resultado magnífico". E "os que previam que o PCP ia ser varrido das autarquias enganaram-se e vão enganar-se agora também", assegura, em jeito de provocação.

O dia já tinha sido dominado por outras críticas ao Governo, em particular à ministra da Educação, que o candidato acusou de ser preconceituosa ao sugerir, numa recente entrevista televisiva, "que um electricista não precisa de saber Português". Uma forma, também, de Jerónimo defender a sua própria condição de operário e responder aos que consideram que está menos preparado para Belém por lhe faltar o título de doutor.

"Saiba a ministra que aquela é uma expressão que se dizia antes do 25 de Abril", criticou Jerónimo, descontente com a distinção feita e recordando que todos os trabalhadores têm direito à cultura. No contexto, insistiu na ideia de que é o preconceito quem afasta vários eleitores da sua candidatura. E assumiu-se como o candidato que "emanou do mundo do trabalho" para apelar ao voto dos cerca de 300 trabalhadores da Câmara de Palmela (CDU) que com ele almoçaram. A mensagem é a de que tem "condições para lutar de igual com as outras candidaturas" e está "preparado para uma segunda volta".

Tal segunda volta, insinuou de seguida, corre o risco de não se concretizar por causa do Governo. O aumento dos combustíveis foi mais um mote para responsabilizar o PS por uma eventual fuga de eleitores para a Direita. "Os portugueses não vão desligar a actual política das eleições. E esta medida é mais um golpe na esperança que criou", denunciou Jerónimo.

Jerónimo seguiu depois para um lugar obrigatório nas campanhas do partido a Autoeuropa, em Palmela. Na mudança de turno, cruzaram-se com ele cerca de dois mil trabalhadores, na sua maioria apressados. A comitiva seguiu depois para Seixal, outro concelho comunista.

AGENDA 10h Barreiro arruada

16h30 Lisboa arruada na Baixa

21h30 Porto comício de encerramento da campanha

Partilhar
 [?]
 
 











Multimédia
Cidadão Repórter
Notícia do Dia


 

Últimas
+Lidas
+Comentadas
+Pesquisadas
 

Jogos Ao Vivo

Serviços


TEMPO Dados fornecidos pelo Weather Channel
  • n/d
  • 9ºC
  • HOJE
  • 17ºC
  • 12ºC
  • AMANHÃ

 

Twitter HOME
FACEBOOK HOME
Galeria JN
Entre palavras
Passatempo Muro de Berlim


Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster