Providência cautelar para levantar expulsões
Os pais dos três alunos do 8.º ano do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, que foram expulsos, na última quinta-feira, do estabelecimento de ensino sem qualquer notificação ou conhecimento por escrito por parte dos encarregados de educação decidiram avançar com uma providência cautelar, para que seja levantada a expulsão.
O caso remonta ao passado mês de Dezembro quando um cartaz sobre 25 de Abril, assinado por 40 alunos, apareceu colocado num placar do colégio, numa insinuação ao ambiente que ali se "respira" "Há 30 anos ganharam, e agora? Os alunos têm o direito a dizer o que pensam, a ter uma educação liberal, a fazer greves". Entendeu a Direcção do estabelecimento que tal facto era passível de reprimenda, o que sucedeu a três alunos, imediatamente suspensos por dois dias.
"Os pais decidiram reunir com o advogado, para promover a providência cautelar que será entregue amanhã (hoje) no tribunal de Braga. O que se pretende é que a expulsão seja levantada, até porque os alunos podem mudar de estabelecimento, mas não podem ser prejudicados, levando o rótulo de 'expulso'", disse Agostinho Carvalho, tio de um aluno expulso.
Mantém-se, contudo a determinação em promover um encontro de pais, na manhã do próximo sábado. Os alunos expulsos continuam à porta do colégio, munidos de cartazes, onde dão a conhecer o que entendem ser uma "injustiça". A Direcção do colégio continua a não pronunciar-se sobre o assunto.
A notícia do JN sobre este caso desencadeou uma onda de protestos, com outros pais a denunciarem situações pouco razoáveis. PV-C
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