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MIT avalia em cinco meses áreas de futura colaboração

Eduarda Ferreira

Até Julho próximo, o MIT (Instituto de Tecnologia do Massachusetts) vai avaliar quais as instituições e tipos de projectos em que se propõe trabalhar no nosso país. Isto mesmo ficou ontem estipulado no compromisso que o Governo e aquela Universidade norte-americana assinaram. Quanto ao volume de investimento, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse apenas que "será aquilo que for preciso".

Empresários, gestores, reitores de universidades e outros académicos assistiram ontem, no Centro Cultural de Belém, à assinatura de um compromisso de colaboração do MIT com o tecido científico e tecnológico português. Para já, é um "sim" do instituto norte-americano vocacionado para sistemas inovadores de gestão aplicados a novas tecnologias e saberes. Esse "sim" implica, contudo, que o próprio MIT irá definir quem tem potencialidades para ser seu parceiro. "Não podemos dizer em quê nem com quem iremos trabalhar", limitou-se a dizer o chanceler do MIT nas suas escassas declarações aos jornalistas.

Para já, há pontos de partida assentes sugeridos pela parte portuguesa, mas Mariano Gago não exclui a hipótese de o próprio MIT vir a designar mais áreas do que as agora acordadas. E estas incluem a investigação e formação avançada em sistemas de energia e transportes, a comercialização de tecnologia, a inovação na indústria, bem como os estudos avançados em gestão (ver caixa). A prospecção dos eventuais parceiros portugueses e o aprofundamento das áreas de intervenção serão feitos por uma unidade do MIT, a Engineering Systems Division.

Para José Sócrates, o protocolo ontem assinado tem uma intenção de base "Incluir Portugal na economia do conhecimento ao nível mundial". Garantiu o primeiro-ministro que, sendo este "um primeiro sinal de um país que olha para a globalização sem medo", o Estado "financiará todos os esforços de internacionalização das universidades". Defendendo o Plano Tecnológico, em que se insere esta iniciativa, Sócrates disse ser aquele um instrumento também destinado a "incentivar famílias e empresas a que dêem prioridade a mais conhecimento e mais tecnologia".

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