Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
 

Escondia escorpiões e serpentes no quintal

Inês Cardoso e Telma Roque

Aves, cobras, caracóis gigantes, tarântulas e escorpiões estão entre as mais de três dezenas de espécies apreendidas este fim-de-semana, em anexos de uma moradia de dois pisos no concelho do Montijo, a um homem na casa dos 30 anos, que o JN apurou ser um tratador de aves do Jardim Zoológico de Lisboa.

A quantidade de animais é tão inusitada que estes permanecem no mesmo local, à espera que o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) encontre novo abrigo. O indivíduo, que declarou ter alguns dos animais há sete anos, foi identificado pelas autoridades e nomeado fiel depositário das espécies até à solução definitiva.

No longo rol das apreensões de animais, inventariados e fotografados, estão duas cobras pitões, sete cobras de outras espécies (rateira, Florida Dourada, falsas Coral, Rei e Milho), cinco escorpiões dourados, uma centopeia, uma iguana verde, 10 caracóis gigantes de S. Tomé, uma tarântula mexicana, 20 tartarugas de várias espécies (entre elas uma tartaruga crocodilo), um nandu, sete porcos-da-índia, um porco-do- vietname, um saca-rabos e dois cães da pradaria americanos.

A GNR deu conta ainda do cativeiro de várias aves, como uma coruja-das-torres, uma gralha preta, duas gaivotas argentinas, um pombo Nicobar e outro Cambalhota, três toracos, um flamingo, uma garça, um galeirão, dois gansos-da-guiné, seis codornizes, duas emas e um Roseicoili.

A insólita descoberta foi feita no sábado, por militares da GNR afectos à Equipa de Protecção da Natureza e do Ambiente do Destacamento Territorial do Montijo. Na origem da deslocação ao nº 23 da Rua Vinha, no Bairro Florindo, no Alto Estanqueiro, esteve uma denúncia de vizinhos cansados do ruído, através da linha SOS Ambiente.

Ontem, contudo, imperava o silêncio. Na moradia em causa, ninguém se mostrou disponível para declarações. Um vizinho residente no rés-do-chão (o indivíduo identificado morava no primeiro andar) salientou que "o problema é das autoridades" e afirmou nunca ter visto animais.

Diferente foi a versão de outra vizinha, que também preferiu o anonimato. "Ele costumava andar aí com animais nas costas e uma vez tive de ir lá avisar que andava um lagarto no telhado", contou. "Mas os bichos nunca fizeram mal a ninguém".

O JN apurou que o indivíduo é funcionário do Zoo desde 1999. Perante a GNR, recusou-se a explicar a proveniência dos animais, mas terá admitido que levava do local de trabalho alguns alimentos. Fonte da administração garantiu que a instituição nunca deu por falta de qualquer animal ou de comida.

Partilhar
 [?]
 
 











Multimédia
Cidadão Repórter
Notícia do Dia


 

Últimas
+Lidas
+Comentadas
+Pesquisadas
 

Jogos Ao Vivo

Serviços


TEMPO Dados fornecidos pelo Weather Channel
  • n/d
  • 9ºC
  • HOJE
  • 17ºC
  • 12ºC
  • AMANHÃ

 

Twitter HOME
FACEBOOK HOME
Galeria JN
Entre palavras
Passatempo Muro de Berlim


Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster