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Rota do Românico quer divulgar potencialidades do Vale do Sousa

Malacó

Aigreja de S. Pedro de Ferreira, em Paços de Ferreira, tem outro esplendor desde o fim das obras de recuperação. Agora, por detrás das suas fachadas graníticas descobre-se outro esplendor, um passado histórico para conhecer melhor. O templo faz parte de um conjunto de 21 monumentos da Rota do Românico do Vale do Sousa, uma ideia-chave para criar mais atractividade e desenvolvimento regional. "É um projecto âncora e estruturante para o desenvolvimento", enfatiza Barbieri Cardoso, coordenador da Ader-Sousa, Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa.

Falta de empregos qualificados. Índices de analfabetismo e insucesso escolar preocupantes. Acessibilidades difíceis e longe dos grandes eixos viários, são alguns dos problemas do Vale do Sousa. Mas, lentamente e de forma sustentada, tenta-se diminuir as chamadas "assimetrias regionais". Graças aos fundos comunitários, as coisas estão a mudar. Lentamente, mas mexem. Lançado em 2003, no âmbito do III QCA, surgiu, a par de outros programas, a Rota do Românico, com uma dotação orçamental estimada em três milhões de euros. A par da promoção, divulgação e animação do património construído, pretende-se criar as condições para atrair os turistas nacionais e estrangeiros.

"Queremos mais gente a visitar a região. Temos um património românico de grande importância histórica, com características únicas no Noroeste Peninsular. Este projecto pode servir de alavanca para o ordenamento do território e fomentar a economia regional", traduz Rosário Correia Machado, responsável pelo Gabinete Técnico da Ader-Sousa, a entidade da Comunidade Urbana promotora do plano de formação da iniciativa.

Neste âmbito, surgiram vários programas de formação destinados à promoção de empregos. O último dos quais, o curso de empreendedorismo, foi apresentado há dias, na Biblioteca Municipal Prof. Vieira Dinis, em Paços de Ferreira. Guias de turismo, gastronomia, património e tradições locais foram as áreas mais procuradas. Na cerimónia pública, os formandos estavam orgulhosos, já que muitos deles puderam desenvolver uma ideia, adquirir conhecimentos e, quem sabe, dar outros sonhos à vida.

"Foi uma experiência muito importante. Deu-nos a conhecer não só as pontencialidades da região em termos patrimoniais, como históricos e culturais. A região tem enormes potencialidades que importa conhecer e descobrir", contou Carla Carneiro, uma das formandas e ex-vereadora da Cultura da Câmara de Paços de Ferreira.

"O curso de empreendedorismo faz parte de um projecto mais amplo de formação. Temos 16 acções e todas elas pretendem criar nichos de mercado. As pessoas podem criar o seu projecto de vida", adiantou Barbieri Cardoso. Os programas da Rota da Românico do Vale do Sousa recebem apoios do Programa Operacional da Cultura e entre as várias entidades envolvidas, conta-se a Comissão de Coordenação para o Desenvolvimento Regional do Norte.

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