"Um autarca deve passar a ser um verdadeiro empresário e gestor". Foi esta a mensagem deixada, ontem, por Ricardo Magalhães, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Norte, aos dez presidentes das câmaras da Associação de Municípios do Douro Sul.
Ricardo Magalhães acrescentou que "os autarcas têm de começar a pensar a uma escala supramunicipal, aumentando o empreendedorismo, no sentido de conquistar investimentos".
Ainda segundo aquele responsável, "hoje (ontem) ficou claro, que a estratégia passa por envolver não só estes dez municípios (Lamego, Armamar, Tarouca, Tabuaço, S. João da Pesqueira, Penedono, Moimenta da Beira, Sernancelhe, Cinfães e Resende), mas todos os que compõem a região do Douro, para assim ser possível uma resposta eficaz no Quadro Comunitário de Referência Estratégica Nacional".
O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, lembrou que "o próximo quadro comunitário põe a tónica na competitividade. Por isso, temos de pensar uma estratégia global para garantir a execução de projectos comuns. Isto pode acontecer no âmbito da na Associação de Municípios, ou num âmbito mais alargado", referiu.
António Borges, autarca de Resende, lembrou que " tem havido um défice de cooperação entre autarcas na região. Isto causou a baixa rentabilidade dos quadros comunitários anteriores. Hoje, estamos em condições de realizar investimentos comuns, mobilizadores e de carácter estruturante", disse.
Entre os projectos mais defendidos na reunião, destacam-se a necessidade de qualificar os recursos humanos e trabalhar melhor o sector agroalimentar, com especial destaque para o vinho, as frutas (maçã, cereja e castanha), sempre com o turismo em pano de fundo.
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