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Associativismo ajuda a defender a floresta

Alfredo Maia

"Não percam a capacidade de dar as mãos pela floresta que, sendo vossa propriedade, é um bem de todos!". Emocionado, Francisco Carvalho Guerra, presidente da Forestis-Associação Florestal de Portugal, falava aos membros da Associação Florestal do Vale do Sousa, na sessão de apresentação da primeira das suas três zonas de intervenção florestal (ZIF). "Segundo estádio de desenvolvimento associativo do sector florestal", diz ao JN, as ZIF exprimem a capacidade de resolver a extraordinária fragmentação da propriedade florestal.

Na apreciação do líder da Forestis, criada em 1992, "não temos alternativa ao associativismo", quando a quase totalidade da floresta do país é privada e quando 88% das propriedades têm dimensões entre os 0,5 e os três hectares.

Responsável por mais de 113 mil empregos directos (2% da população activa) e por uma produção económica anual de 1,2 milhões de euros, o sector necessita do associativismo para se reestruturar, para gerir melhor os recursos, para prevenir melhor e atacar atempadamente os incêndios florestais.

Cada associação, defende, "deve ter pelo menos um técnico de sivilcultura, que ensina, que projecta, que ajuda os produtores, que trabalha com as populações e com as escolas". E deve possuir equipas de sapadores . "Se triplicássemos o seu número, muitos fogos seriam evitados e atacados rapidamente, poupando-se noutros custos".

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