Milhões abrem guerra na Câmara
Não há entendimento sobre o valor total da divida da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira relativa ao passivo de funcionamento em 2005.
O Relatório e Contas da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, apresentado na última reunião do executivo, aponta para um passivo de funcionamento, incluindo o imobilizado a fornecedores, de 22 milhões de euros, mas o vereador da Oposição, Justino Pinto, lança dúvidas sobre uma verba de 30 milhões de euros que, embora conste no documento, não terá sido contabilizada no respectivo balanço.
Segundo as contas de Justino Pinto, esta verba, que está incluída no Mapa de Controlo Orçamental da Despesa como "compromissos assumidos em 2005 e por pagar", poderá não ter sido somada aos 22 milhões de euros. Neste caso, a dívida total será de 52 milhões de euros.
O vereador refere que, a confirmar-se este cenário, "a situação é preocupante". Explica que a soma dos valores em causa daria "para esgotar o Orçamento do corrente ano, caso este venha a ter o mesmo grau de execução do ano anterior".
A serem pagas estas dívidas, "a Câmara ficaria sem possibilidade suportar as despesas de funcionamento normal", adiantou.
Perante os desentendimentos entre o vereador e o técnico da autarquia, que foi disponibilizado para prestar os necessários esclarecimentos, Alfredo Henriques acabou por intervir, considerando que a discussão "é uma parvoíce".
Tendo em conta que alguns dos valores que motivaram os desentendimentos estavam relacionados com a contabilidade patrimonial, o autarca adiantou que "o que conta nas câmaras é a contabilidade orçamental. A contabilidade patrimonial é um bluff, é fictícia", explicou.
O Relatório e Contas da autarquia feirense foi aprovado com os votos favoráveis da maioria PSD e os votos contra dos vereadores do PS. Salomão Rodrigues
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