Caixa negra à espera do mercado
Ao descrever a "menina dos olhos" do curso de Engenharia Automóvel da ESTG de Leiria, a caixa negra para recolha de dados sobre o veículo e sobre o comportamento dos automobilistas, Fonseca Pereira não escondeu o desejo de que as suas potencialidades venham a ser aproveitadas. "Por enquanto é um projecto em evolução com intenção didáctica. Se houver alguma entidade que queira pô-la em produção, é perfeitamente possível", afirmou o investigador.
A aplicação desenvolvida na ESTG permite enviar dados em tempo real ou, em caso de acidente, regista informações nos 100 segundos anteriores e posteriores à ocorrência. Os parâmetros, descreve Fonseca Pereira, são "quase ilimitados", desde a aceleração ou desaceleração às rotações e temperatura do motor, passando pela actuação do sistema de travagem ou pela detecção do capotamento, quando ocorra.
Duas das marcas diferenciadoras relativamente a sistemas já existentes são a incorporação de um módulo GPS (que dá o posicionamento do veículo) e de outro GSM (envio de informação para exterior). O que, em tese, pode permitir o envio de um SMS para activar os meios de socorro.
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