O presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, solicitou às Nações Unidas o envio de uma força internacional para ajudar a estabilizar a segurança em Timor-Leste. Esta força deverá ser composta por elementos de Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia.
"A Portugal pedimos o envio da GNR, a Austrália uma componente militar. Estamos a fazer contactos junto da Nova Zelândia para apoio militar e da Malásia para apoio policial tipo GNR", explicou José Ramos Horta, ministro timorense dos Negócios Estrangeiros.
Estes pedidos surgem na sequência de novos confrontos no território. Um ataque de forças rebeldes ao quartel-general das Forças Armadas de Timor-Leste originou combates em vários pontos dos arredores de Díli. Ontem registaram-se três mortos e seis feridos e, já hoje, mais um morto e um ferido grave (um membro das forças policiais e um elemento da componente naval das Forças-Armadas timorenses que defendia o quartel-general, respectivamente).
"A vinda dos efectivos deve-se à incapacidade das nossas forças armadas e de segurança em controlarem a situação. Não é possível controlarmos a situação", reconheceu Ramos Horta.
Questionado quanto à dimensão dos quatro contingentes, Ramos Horta especificou que Portugal, Malásia e Nova Zelândia poderão enviar uma companhia cada, enquanto à Austrália vai ser solicitado o envio de um batalhão.
Resposta positiva
Portugal vai responder "a curtíssimo prazo" ao pedido de apoio timorense, garantiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros à Agência Lusa. "Face ao pedido que foi feito a Portugal por todos os órgãos de soberania de Timor-Leste, as autoridades portuguesas irão responder a curtíssimo prazo a solicitação que nos foi feita", afirmou o porta-voz.
Também a Austrália já fez saber que irá responder "rapidamente" ao pedido de apoio. O contingente que será mobilizado deverá envolver, pelo menos, três navios da Marinha, vários aviões de transporte de pessoal e equipamento logístico e centenas de efectivos. Alexander Downer, chefe da diplomacia australiana, admite que as primeiras forças do país poderão ser disponibilizadas num prazo de 24 horas, com o envio quer de militares quer de polícias que serão "progressivamente reforçados".
No mesmo sentido, o governo da Nova Zelândia está preparado para enviar tropas para Timor-Leste, mas aguarda ainda um pedido formal do governo timorense nesse sentido, disse fonte do Departamento de Defesa em Auckland à Agência Lusa.
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