Hospital repreendido
A Inspecção-Geral de Saúde (IGS) arquivou o processo que a Administração do Hospital Sousa Martins, da Guarda, moveu contra um oftalmologista por ter comprado, do seu bolso, dois equipamentos cirúrgicos. A inspecção considera que o médico agiu de forma altruísta e repreendeu os gestores do hospital.
"Este processo nunca deveria ter existido. Aliás, já nasceu torto", considera o médico visado, Henrique Fernandes, satisfeito com o arquivamento do processo disciplinar movido pelo anterior Conselho de Administração (CA) do hospital, que não concordou com a oferta de dois aparelhos novos, de 40 mil euros, para realizar exames e intervenções cirúrgicas aos doentes, pondo cobro à dependência de outros hospitais, como o da Covilhã.
A "prenda" valeu ao benemérito a acusação de violação dos deveres gerais de zelo e de lealdade por ter colocado os equipamentos sem autorização prévia da Administração do hospital.
Passados dois anos, a IGS louva a atitude do médico e condena a atitude do CA anterior.
"O problema já está ultrapassado", refere o médico, adiantando ter garantias de que o hospital vai suportar os custos de manutenção dos equipamentos em troca da cedência da sua utilização na unidade. "Os aparelhos pertencem à cidade e são para ser utilizados pela população do distrito", sustenta Henrique Fernandes. Luís Martins
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