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Céu encheu-se de luz e cora abrir o festival de pirotecnia

Américo Sarmento

O Festival Internacional de Design e Inovação Pirotécnica - uma das principais apostas da autarquia para a programação das Festas da Cidade e da Rainha Santa Isabel - arrancou na noite de anteontem, com vinte minutos de fogo de artifício, lançados por uma empresa portuguesa, mas com desenho do francês Michel Creissard, inspirado no tema "Coimbra cidade do conhecimento". O Festival vai ter ainda mais três espectáculos pirotécnicos, a 1, 3 e 8 de Julho, a decorrerem sempre junto do rio Mondego, entre a margem esquerda (Choupalinho) e a direita (Parque Dr. Manuel Braga).

Depois de ter promovido um festival internacional de fogo de artifício em 2004, também durante as Festas da Cidade de Coimbra, a autarquia decidiu reformular a ideia, mantendo o certame, mas mudando substancialmente as regras do jogo. Ao invés de concorrerem empresas portuguesas e estrangeiras do sector, o actual festival apenas admite empresas nacionais, que utilizem exclusivamente materiais pirotécnicos fabricados em Portugal, mas convidou um conjunto de "designers" internacionais, que são obrigados a desenhar os espectáculos pirotécnicos tendo em conta motivos da cidade de Coimbra.

Coube ao francês Michel Creissard abrir o festival, numa noite algo fria, que seria bem "aquecida" pelo magia da cor e da luz que invadiu o céu da cidade. Reputado "designer" desta arte, Creissard chegou a Coimbra com um currículo pleno de êxitos, de que se destacam presenças na Festa do 14 de Julho em Paris (festa nacional francesa), um grande prémio, em 1995, num certame internacional, e presenças muito aplaudidas em S. Sebastian (Espanha) e Lisboa.

Atraso de uma hora

Ao contrário do que foi divulgado pela organização, o lançamento do fogo de artifício não aconteceu pela 23 horas, mas sim uma hora depois. Minutos antes, uma potente aparelhagem sonora atraiu as pessoas, com música, mas, sobretudo, com anúncios de projectos novos na cidade - caso do "Coimbra Inovação Parque", que a locutora não se cansou de referir como de grande relevância tecnológica, envolvendo o meio empresarial e a Universidade de Coimbra. Mas o que o povo queria mesmo - e eram algumas centenas de pessoas ao longo da margem direita - era ver o tal fogo inovador, que iria ser lançado de jangadas colocados no leito do Mondego.

Num ápice, sob o som estridente do rebentamento dos petardos, o céu iluminou-se de mil e uma estrelas brilhantes de cor e luz. A "prata" e o "ouro" invadiram o firmamento, misturadas com ofuscantes luzes encarnadas, verdes, violetas. Algo tímido no início, o fogo terminou num inspirado "bouquet" luminoso. Tudo num ápice. Afinal, o espectáculo durou apenas 20 minutos, deixando muitos com o amargo sabor a pouco.

A nosso lado, uma senhora que esperou mais de uma hora pelo fogo,não escondia a sua surpresa e desagrado "O quê? Isto já acabou? Tão pouco, nem valia a pena ter estado aqui ao frio", lamentava-se a idosa. Mas o mais provável é que volte no dia 1 de Julho para mais um espectáculo, desta vez com desenho mexicano. Seguem-se um espanhol (dia 3) e um português, dia 8. Sempre à beira do Mondego.

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