Milhares de pessoas acorreram, ontem, à décima edição do Encontro de Estátuas Vivas de Espinho, isto num ano em que o objectivo passou também pela inscrição do evento no livro dos recordes Guinness como a maior concentração de homens e mulheres-estátua. Em princípio, o feito será alcançado uma vez que, apesar de não ter sido possível contar com 100 participantes, como era vontade da Câmara Municipal, responsável pela iniciativa, o certo é que a categoria ainda não existe no Guinness.
Ainda assim, as expectativas não foram defraudadas e o encontro primou, mais uma vez, pela originalidade das composições criadas, isto apesar de, pela primeira vez, o evento estar subordinado a um tema, neste caso, a "Paz".
Com o branco a dominar o cenário, e porque ali se tratava da "Paz", muitas das composições abordaram o tema da guerra, não tendo sido esquecido o eterno conflito no Iraque com a luta pelo petróleo como pano de fundo.
Um soldado com uma bandeira branca, uma "Madre Teresa de Calcutá", um "Buda" e até duas pombas à escala humana que atiravam milho sempre que se lhes dava uma moeda foram algumas das estátuas subordinadas ao tema.
Uma visitante, Conceição Almeida, sentiu-se particularmente emocionada com a estátua que representava Nossa Senhora. "Tive uma semana muito difícil e cheguei a pedir de joelhos à Nossa Senhora que me amparasse e ela ajudou-me. Hoje, alguma coisa me dizia que devia vir ver as estátuas, o que fiz pela primeira vez, e quando deparei com a "Nossa Senhora" fiquei muito impressionada. Estava muito bonita. Vou ver as outras e sei que vou gostar muito, mas aquela deu-me tanta paz que vou votar nela e nem penso duas vezes", confessou.
Nem todos os participantes se prenderam ao tema. Foi o caso de Manuel Pinho, que, enfaixado de gaze da cabeça aos pés, incluindo nariz e boca, se "transformou" numa múmia deitada num sarcófago. Foi, aliás, umas das estátuas que mais atenção obtiveram por parte dos espectadores que se questionavam sobre quanto tempo ele iria aguentar.
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