Homenagem a vítima de aborto ilegal
A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) vai homenagear amanhã, no Porto, uma mulher que morreu há nove anos em consequência de complicações após um aborto ilegal.
Maria José Magalhães, vice-presidente da UMAR, disse à agência Lusa que a homenagem vai decorrer "simbolicamente" na data do oitavo aniversário do referendo sobre o aborto, com uma conferência de imprensa seguida de um cortejo até ao Cemitério de Aldoar.
A homenageada, Lisete Moreira, morreu no Porto em 08 de Março de 1997, Dia Internacional da Mulher, data em que estava a ser discutida na Assembleia da República a proposta de lei da JS pela despenalização do aborto, "chumbada" por um voto.
"É uma das poucas pessoas cuja família aceita que seja divulgado que morreu por aborto ilegal", disse Maria José Magalhães, acrescentando que a UMAR aceitou o pedido dos familiares de Lisete Moreira para pagamento das despesas (400 euros) de transferência dos ossos para um gavetão do Cemitério de Aldoar.
A dirigente da UMAR referiu que foi lançado um apelo para que cada pessoa dê um euro, pretendendo a organização entregar os 400 euros à família.
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