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Encomendou morte do filho para ficar com a casa

Uma mulher de 40 anos foi detida pela Polícia Judiciária de Lisboa, suspeita de ter encomendado o assassínio do próprio filho para ficar com uma casa que era de propriedade comum. Com ela foram também detidos uma jovem de 17 anos, brasileira, que serviu de intermediária para chegar ao executante do crime, e o matador contratado, um homem de 30 anos.

A vítima, de 25 anos, casado e com uma filha, foi atingido com dois tiros, um na cabeça e outro no ombro, e só não morreu porque as munições não estavam em condições.

Aquela não foi, no entanto, a primeira vez que ocorria uma tentativa de homicídio orquestrada pela própria mãe. Em causa estava a propriedade de uma casa propriedade de ambos e que era resultado de uma herança e que a mãe queria vender para ficar com o dinheiro só para ela. O primeiro caso ocorreu em Novembro do ano passado quando a jovem brasileira - empregada da mãe numa lavandaria de que era proprietária - surgiu uma noite no café em Pero Pinheiro, concelho de Sintra, de que o alvo do crime era proprietário.

A jovem estrangeira levava uma pistola e disparou um tiro que atingiu de raspão o indivíduo num ombro. Uma vez que os intentos não foram conseguidos, deu como desculpa que a arma se tinha disparado por acidente e que a comprara devido aos assaltos.

O proprietário do café acreditou e nem sequer necessitou de tratamento hospitalar - não lhe passou pela cabeça que fora a mãe a ter a ideia de o matar. Em Janeiro , a mãe e a jovem voltaram à carga, mas desta feita contratando um suposto profissional para evitar possíveis erros. O homicídio foi acordado, através da jovem, com um morador do Bairro das Fontainhas, na Amadora, de 30 anos, que aceitou a prática do crime a troco de um pagamento que não está esclarecido.

Na noite de 7 de Janeiro, o matador surgiu no referido café e fez vários disparos, atingindo-o num ombro e na cabeça. A morte só não aconteceu porque a pólvora das munições não estava em condições e as balas não tiveram velocidade suficiente para provocar lesões mortais.

Os três estão em preventiva e a arma foi apreendida.

Carlos Varela

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