O Ministério Público (MP) está a investigar o caso de uma menina de dois anos que deu entrada no Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, com diversas queimaduras nos membros inferiores. A criança está livre de perigo e entregue a um familiar, por indicação da Comissão de Protecção de Menores de Guimarães.
As queimaduras, alegadamente provocadas com pontas de cigarros e um ferro de engomar, nas coxas e numa nádega, terão sido detectadas pela educadora do infantário que deu o alerta e fez com que a menina fosse conduzida ao hospital, onde entrou, anteontem, depois do meio-dia. O caso foi participado à Comissão de Menores e à PSP de Guimarães.
"Deu entrada um bebé do sexo feminino, com queimaduras nos membros inferiores", confirmou o director clínico do hospital, em declarações à Rádio Santiago.
"A criança esteve pouco tempo internada e encontra-se, desde hoje (ontem) entregue aos cuidados de um familiar", referiu, ao JN, Fernando Trigo, presidente da Comissão de Protecção de Menores e Jovens (CPMJ) de Guimarães, que está a acompanhar o caso.
A CPMJ considera que "é prematuro afirmar que se tratou de uma situação de maus-tratos", uma vez que "compete ao MP efectuar as diligências necessárias para o determinar. Quando há indícios de crime, como é o caso, o MP averigua", referiu Trigo, concluindo que o" que importa, nesta altura, é que a criança já não está hospitalizada e encontra-se entregue a um familiar".
A Comissão de Menores de Guimarães tem sinalizados 320 casos de crianças, mas o da menina não fazia parte deste grupo. "Há uma falha ao nível da sinalização. Às vezes até se sabe do ambiente familiar, mas só quando a criança chega ao hospital é que se dá o alerta", referiu, a propósito, a presidente da Associação de Apoio à Criança, instituição de Guimarães que acolhe crianças consideradas de risco.
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