Tonelada de lixo retirada da serra da Estrela
Vinte pessoas responderam, ontem, ao desafio do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), sediado em Seia, e rumaram à Torre para uma acção de limpeza. Ao fim de duas horas, os voluntários, vindos de Covilhã, Seia e Porto recuperaram 1200 quilos de detritos.
Metade de um fogão, um sinal de trânsito, placas publicitárias, arame farpado, pedaços de trenós, bidões e uma tampa de sanita foram os objectos mais surpreendentes da jornada. Já mais 'habituais' parece serem os sacos de plástico, as latas de refrigerantes, as garrafas ou os pedaços de vidro que semeiam as imediações do ponto mais alto do Continente. "É desanimador ver tanto lixo, mas cá estamos a contribuir para que o aspecto da serra seja menos sujo e desolador", espera Joana Sanches, uma estreante vinda da Covilhã.
Quem também acha que este contributo para a limpeza da zona mais visitada da serra é uma "gota no oceano" é José Conde. O técnico do CISE, um espaço de educação ambiental dependente da Câmara de Seia, admite que "100 pessoas seriam poucas" para dar conta desta tarefa. "A quantidade de lixo acumulado é tão grande que necessitamos de mais gente", sublinha, adiantando que esta é a quarta acção na serra, tendo já sido recolhidos 750 quilos de lixo este ano.
Os detritos foram transportados para a Estação de Transferência de Seia, onde foram pesados e separados para reciclagem.
Luís Martins
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