Jornalistas libertados após conversão forçada
Dois jornalistas do canal de TV 'Fox News' foram ontem libertados em Gaza, após duas semanas em cativeiro nas mãos de um grupo islâmico que os obrigou a converterem-se ao islamismo sob a ameaça das armas. "Tivemos que fazê-lo, porque eles tinham as armas", explicou o jornalista norte-americano Steve Centanni em declarações à CNN. Centanni e Olaf Wiik, operador de câmara de origem neozelandesa, foram sequestrados no último dia 14, no centro de Gaza, por homens armados, que interceptaram o carro em que seguiam. "Tenho um grande respeito pelo islamismo, mas foi algo que tivemos que fazer, porque eles estavam armados, e porque não tínhamos a menor ideia do que se estava a passar", disse o jornalista.
O canal 'Fox News' recebeu um vídeo com as imagens dos jornalistas a convertem-se ao islamismo, informou ontem um dos seus directores. "Estou muito feliz por estar livre, pois houve momentos em que pensei que fosse morrer. Mas achava que os sequestradores não precisavam de mim morto", comentou Centanni. O grupo até agora desconhecido das Brigadas da Jihad Sagrada assumiu, em comunicado, o sequestro na última quarta-feira, em que exigia, num prazo de 72 horas, a libertação de muçulmanos presos pelos EUA em troca da libertação dos reféns. O grupo não informou o que faria caso a exigência não fosse cumprida. O primeiro-ministro palestiniano e líder do grupo radical sunita Hamas, Ismail Haniyeh, desmentiu ontem, prontamente, qualquer vínvulo entre a rede terrorista da al-Qaeda e os sequestradores daqueles jornalistas.
Além dos grupos palestinianos, os jornalistas também parecem ser alvos do Exército de Israel, cuja aviação atingiu com dois mísseis, no bairro de Shajaiyeh, em Gaza, um veículo blindado da agência noticiosa Reuters, ferindo dois operadores de câmara e três transeuntes.
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