Polícias em duas rodas nas ruas e becos de Alfama
Telma Roque, Bruno Simões Castanheira
sinuoso bairro de Alfama, composto por um emaranhado de ruas estreitas, becos e escadinhas - quase impossível de percorrer a quatro rodas - começou ontem a ser policiado por agentes em motos, ao abrigo de um novo projecto da PSP. Numa primeira fase, o bairro será percorrido diariamente por dois agentes sobre duas rodas, entre as 8 e as 20 horas. Em Fevereiro, a PSP fará uma avaliação do projecto, para eventuais ajustes.
Os polícias 'motorizados' não vão substituir o policiamento a pé. Trata-se de um reforço numa zona que abrange as freguesias de S. Vicente de Fora, Santa Engrácia, Santo Estêvão e S. Miguel, uma área relativamente pequena, mas com muita população, maioritariamente idosa, que se sente geralmente mais insegura.
"Vamos fazer um policiamento nas zonas mais recônditas. Em alguns locais, até as motos precisam de um golpe de rins para passar", explicou o subintendente Miguel Coelho, comandante da 5ª Divisão. Segundo o responsável, este tipo de policiamento não só vem minimizar o problema das acessibilidades para as autoridades, como reforça o sentimento de segurança das pessoas (devido a uma maior visibilidade). Miguel Coelho garante que Alfama - um dos bilhetes postais de Lisboa - tem uma taxa de criminalidade reduzida. De Julho apenas há registo de três queixas por roubos. Ainda assim, numa zona onde "os turistas têm um pé no barco e outro no bairro", a PSP prefere prevenir.
Os agentes em motos vão ainda detectar situações de risco (como casas devolutas), prestar assistência aos comerciantes e aos idosos. A população será também aconselhada a denunciar ou a apresentar queixa, sempre que detecte ou seja vítima de crime.
Estas ligações, para serviços externos ao Jornal de Notícias, permitem guardar, organizar, partilhar e recomendar a outros leitores os seus conteúdos favoritos do JN(textos, fotos e vídeos). São serviços gratuitos mas exigem registo do utilizador.
