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Condenação histórica por crime de genocídio

O ex-director de Investigações da Polícia de Buenos Aires, Miguel Etchecolatz, foi condenado a prisão perpétua por vários crimes cometidos durante a ditadura militar (1976/83) na Argentina, enquadrados numa decisão histórica de crime de genocídio.

Etchecolatz, de 77 anos, foi considerado culpado de homicídio qualificado, privação ilegal de liberdade e tortura de presos políticos, no veredicto final do julgamento realizado em La Plata, a 60 quilómetros de Buenos Aires.

É a primeira vez que um tribunal argentino reconhece o crime de genocídio na sequência das múltiplas violações dos direitos do homem cometidas durante a ditadura militar.

O antigo polícia, ex-braço-direito do ditador Ramon Campos, disse ao tribunal que então o país "estava numa guerra que foi ganha com as armas, mas que agora está a ser perdida politicamente".

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