C onhecida como "Terra dos Porqueiros", a freguesia de Meruge, no concelho de Oliveira do Hospital, acolheu, ontem, a 4ª edição da Feira do Porco e do Enchido, um certame que já ultrapassou as suas fronteiras e tem projectado o nome da aldeia. De ano para ano, a feira tem crescido e assume-se agora como uma autêntica mostra em que não faltam o artesanato, gastronomia e doçaria tradicionais, envolvidas por uma constante animação medieval.
"A ideia de criar a feira tem a ver com a tradição desta terra, onde o comércio dos porcos e seus derivados eram a actividade principal", explicou, ao JN, o presidente da Junta, João Abreu. Nas décadas de 70 e 80 "havia mais de 60 comerciantes que viviam só deste negócio", recordou, adiantando que esta feira "pretende revitalizar a tradição e potenciar a economia local , através do comércio de porcos e enchidos".
Outro objectivo do certame é "promover a terra do ponto de vista turístico e, nesse aspecto, as feiras têm sido bem sucedidas", afirmou João Abreu, concluindo que "Meruge já conseguiu sair do esquecimento".
"Há poucas terras a fazer isto", lamentou Maria da Anunciação, produtora e comerciante de enchidos. Ontem, o que mais vendeu foram farinheiras e morcelas, a cinco euros o quilo. "Vale sempre a pena vir cá", salientou. Fernanda Martins, também produtora, considerou a feira como uma "óptima iniciativa". "Vem muita gente, divulga-se e vende-se o nosso produto", afiançou.
A animação constante é outro prato forte deste certame. Com um figurino de feira medieval, a cargo do grupo Viv'Arte, foram recriados jogos tradicionais, lendas e torneios, com destaque para a hilariante "Corrida de Leitões" e "Passeios de Burros", acompanhados de música, saltimbancos e cuspidores de fogo.
Estas ligações, para serviços externos ao Jornal de Notícias, permitem guardar, organizar, partilhar e recomendar a outros leitores os seus conteúdos favoritos do JN(textos, fotos e vídeos). São serviços gratuitos mas exigem registo do utilizador.
