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Produtos "errados" atraem muitos turistas e lisboetas

Mónica Costa, Bruno Simões Castanheira

cidade de Lisboa tem, desde o início do mês, uma nova atracção. No número 25 da Calçada do Sacramento abriu "The Wrong Shop" (a loja errada), cujo conceito é, tal como explicou ao JN, Sara Farias - a orgulhosa proprietária - marcar a diferença em relação às tradicionais lojas de lembranças, onde os produtos são sempre os mesmos. "A maior parte dos clientes são turistas, que passam e entram para ver o que é uma 'Wrong Shop'", conta esta designer, de 32 anos. "A reacção tem sido óptima e acham curiosas as peças, como alternativa às ofertas normais", acrescenta.

Quem visita "The Wrong Shop" entra num mundo diferente, completamente non-sense, onde nada é o que se espera. Imagine uma bola de água com a Senhora de Fátima a ser adorada pelos três pastorinhos. Noutra loja qualquer, se se virasse a dita bola as imagens seria cobertas por uma espécie de neve. Mas aqui são purpurinas que caem. Ou as t-shirts que qualquer turista compra para mostrar no seu país que esteve em determinada cidade. Na Loja Errada as camisolas dizem "This is not Lisbon (isto não é Lisboa) e têm imagens de cidades que não as da capital portuguesa, tais como a Torre Eiffel, em Paris, ou a torre de Pisa, em Itália. Entre outros artigos "errados", destaca para o mata-moscas com um buraco em forma do insecto, no lugar da rede.

Para Erika, uma alemã de férias em Lisboa, a diferença é o principal atractivo do estabelecimento. "Acho a loja muito engraçada e definitivamente muito diferente. É óptima para comprar recordações para os amigos, porque não são iguais a tudo o resto", explica, rindo com os objectos que os amigos vão tirando dos expositores. "Acima de tudo adoro as t-shirts, com imagens que não são de Lisboa", afirma, confessando que esta é a sua segunda visita à "The Wrong Shop. "A primeira foi há 30 minutos atrás", diz, entre gargalhadas bem dispostas.

Durante a visita Erika não fez compras. Mas garantiu que antes de voltar a Berlim, as suas recordações de Lisboa seriam ali adquiridas.

Foi a curiosidade que levou José Miranda e Miguel Ferreira à Calçada do Sacramento. Ambos já tinham ouvido falar da loja, mas resolveram passar pelo local para verem os produtos. "Está muito engraçada porque goza com a nossa maneira de ser", afirmou José, após a primeira impressão. "Só espero que o negócio corra bem com os turistas, porque não é o género a que o português típico adira muito bem", considerou.

Satisfeita com a andamento do seu negócio está Sara Farias. "Este é um local óptimo, onde os turistas passeiam frequentemente, mas também existem muitos lisboetas que passam e se interessam", revela.

Os planos futuros, Sara não revela. "Para já é a loja. Depois, quem sabe...", deixa no ar a empresária, que acredita que o conceito da sua loja se adapta a qualquer cidade.

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